O azeite de oliva é o segundo produto alimentício mais fraudado do mundo. No Brasil,
Nesta segunda-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA),
A tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Agroquímica, de Amanda Souza Anconi, aponta novos métodos com o uso de câmeras de smartphones para medir parâmetros de qualidade do produto, como a acidez livre (AL), que indica a quantidade de ácidos graxos livres, e o índice de peróxido (IP), usado para medir a oxidação do azeite.
No estudo, foram capturadas imagens de soluções resultantes de reações químicas cujas cores variaram conforme os valores de AL e IP. As fotografias foram analisadas por aplicativos gratuitos que convertem a cor em dados numéricos, com os quais foram construídos modelos matemáticos para a determinação dos parâmetros de qualidade. Os métodos propostos usaram até 98% menos produtos químicos, tornando a determinação da qualidade ambientalmente amigável e econômica - além de serem mais simples e rápidos do que os métodos oficialmente empregados.
Na indústria, os índices classificam os azeites de oliva como extravirgem, virgem, ou lampante. Durante sua elaboração ou quando não são bem armazenados, os azeites de oliva sofrem degradação por processos hidrolíticos e oxidativos, o que afeta os índices de AL e IP bem como seu valor comercial e, em caso de oxidação, seu sabor, cor e odor.
Resultados
Os métodos se mostraram eficientes, com altos coeficientes de determinação (R²) e baixos erros de predição. De acordo com a autora do estudo, Amanda Souza Anconi, os resultados foram excelentes.
‘Normalmente, bons métodos analíticos fornecem valores de R² próximos de 1. Obtivemos valores de 0,97 para IP e 0,99 para AL, indicando que os dados estão altamente ajustados ao modelo linear. Os erros baixos também confirmaram que os resultados são muito próximos aos obtidos pelo método oficial, comprovando a alta eficiência preditiva dos modelos’, afirmou a pesquisadora.
A adoção dessa nova técnica pela indústria poderia transformar o modo como a qualidade dos azeites de oliva é avaliada, tornando o processo mais acessível, simples e econômico.
A pesquisa - sob orientação do professor Cleiton Antônio Nunes - foi divulgada em dois periódicos científicos,