Dia Mundial do Pistache: ‘ouro verde’ na gastronomia exige fiscalização rigorosa

Auditores fiscais agropecuários reforçam a vigilância contra toxinas em um mercado que depende quase 100% de importações

Brasil não tem produção própria

Nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial do Pistache. No Brasil, a data coincide com uma verdadeira explosão de consumo da oleaginosa, apelidada de “ouro verde”. No entanto, por trás da cor vibrante em sorvetes, cafés e pratos gourmet, existe um rigoroso trabalho de bastidor: como o país não possui produção comercial relevante, quase a totalidade do produto é importada, exigindo fiscalização máxima nos portos e fronteiras.

O foco principal dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários é o combate às aflatoxinas — substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem surgir em falhas de secagem ou armazenamento.

Doces com pistache

Rigor na fronteira

Originário do Oriente Médio e produzido em larga escala nos EUA, Irã e Turquia, o pistache passa por um “pente-fino” antes de chegar às prateleiras brasileiras. A fiscalização ocorre por meio de coletas de amostras em pontos estratégicos de entrada no país.

“Essas amostras passam por análises laboratoriais para verificar a conformidade sanitária, especialmente quanto à presença de aflatoxinas, que representam risco à saúde humana”, explicou a auditora Ludmilla Verona da Anffa Sindical (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários).

Segundo o Sindicato, o aumento da presença do pistache na dieta do brasileiro reflete uma mudança de hábitos que exige vigilância constante. “A fiscalização acompanha esse movimento para garantir que produtos de alto valor agregado atendam aos padrões de segurança”, afirmou Janus Pablo Macedo, presidente da entidade.

Por que o pistache virou ‘febre’?

Além do sabor marcante, o pistache conquistou o consumidor por seus benefícios nutricionais. O alimento é rico em:

  • Gorduras saudáveis e proteínas: Ideais para saciedade.
  • Antioxidantes (Luteína): Associados à saúde ocular.
  • Fibras e Vitaminas: Auxiliam no equilíbrio cardiovascular e controle do colesterol.

Dicas ao consumidor

Para aproveitar o “ouro verde” sem riscos, especialistas recomendam que o consumidor esteja atento a três pontos fundamentais na hora da compra:

  1. Rotulagem: Verifique se o produto possui informações claras em português.
  2. Origem: Priorize marcas que identifiquem a procedência do fruto.
  3. Armazenamento: Observe se o estabelecimento mantém o produto protegido de umidade excessiva.
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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