Produtores da Zona da Mata têm crédito liberado e dívidas prorrogadas após chuvas

Além da destruição na zona urbana, o setor agropecuário enfrenta a saturação do solo e a destruição de culturas

Região onde houve o desabamento, no bairro Bom Clima, em Juiz de Fora

Produtores rurais atingidos pelas chuvas na Zona da Mata mineira podem acessar um pacote de socorro financeiro anunciado pelo Banco do Brasil (BB) nesta quinta-feira (26). As medidas, que incluem renegociação de dívidas e agilidade no seguro agrícola, beneficiam cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa por meio do Programa de Ajuda Humanitária da instituição.

Suporte ao agronegócio

Os produtores que enfrentam a saturação do solo e a destruição de culturas, passam a ter prioridade máxima no processamento do Proagro. Além da agilidade no seguro, o plano libera recursos extras para custeio e investimentos urgentes.

Entre as principais facilidades para o setor estão a prorrogação simplificada de parcelas, baseada em alertas técnicos de safra, e o acesso a linhas do Pronaf destinadas especificamente à reconstrução de moradias rurais atingidas. Parceiros locais também foram mobilizados para prestar auxílio operacional direto no campo.

Alívio para famílias e empresas

O auxílio estende-se às áreas urbanas com condições especiais de pagamento. Pessoas físicas contam com carência de até seis meses para novos empréstimos e a possibilidade de renegociar parcelas do financiamento imobiliário. Para as empresas, o destaque é o programa “Pula Parcela”, que permite adiar compromissos de capital de giro por até seis meses.

Flexibilização e seguros

Com o objetivo de facilitar o fluxo de caixa em meio ao desastre, foram adotadas medidas de exceção como o estorno de juros e encargos em faturas, além da ampliação temporária dos limites para transações via Pix.

No setor de seguros, o atendimento foi reforçado com canais ativos via WhatsApp para agilizar a abertura de sinistros e o pagamento de indenizações na região. Segundo a nota oficial da instituição responsável, o objetivo é garantir que o produtor e as famílias tenham condições de recomeçar sem o peso imediato de obrigações financeiras que se tornaram impagáveis devido ao desastre natural.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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