Nove países da Europa ainda não adotaram integralmente o novo sistema de fronteiras
França, Itália, Grécia e Portugal estão entre os países que pediram mais tempo para concluir os controles biométricos

Nove países europeus ainda não aplicam integralmente o Sistema de Entrada e Saída (EES), que substitui gradualmente os carimbos no passaporte pelo registro digital de dados biométricos. França, Alemanha, Itália, Grécia, Portugal, Malta, Holanda, Bélgica e Suíça pediram mais tempo para concluir a implantação.
O EES começou a ser implantado em outubro de 2025 e prevê o registro digital de viajantes de fora da União Europeia que entram ou saem do espaço Schengen. O sistema coleta informações biométricas, como impressões digitais e imagem facial, e substitui gradualmente os registros feitos por meio de carimbos no passaporte.
- Táxis no Aeroporto de Lisboa terão tarifas fixas para diferentes destinos
- Voo lotado: entenda o que é overbooking e conheça seus direitos
Sistema enfrenta dificuldades
A aplicação do EES tem enfrentado problemas principalmente em pontos de fronteira com grande fluxo de passageiros. Segundo informações citadas pelo The Guardian, cerca de 200 milhões de registros já foram realizados e aproximadamente 70 mil pessoas tiveram a entrada no espaço Schengen impedida.
A previsão inicial era que o sistema estivesse totalmente operacional em abril de 2026. No entanto, dificuldades de infraestrutura e problemas em aeroportos movimentados fizeram com que alguns países não conseguissem concluir a ativação dentro do prazo.
Filas preocupam setor de turismo
Os problemas na operação do EES também provocaram filas e atrasos em alguns aeroportos europeus. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) alertou para o risco de longas filas e pediu mais tempo para a adaptação aos novos controles.
Entidades do setor também afirmam que as dificuldades podem gerar impactos nas operações de aeroportos e companhias aéreas.
Apesar dos problemas, o EES continua em fase de implementação. A expectativa é que os países concluam gradualmente a adoção dos controles biométricos e que a tecnologia passe a concentrar os registros de entrada e saída dos viajantes em uma base digital.
*Com informações do The Guardian.
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



