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EES entra em vigor e causa filas e atrasos em aeroportos da Europa

Sistema europeu de controle migratório estreia com falhas, filas de até três horas e passageiros impedidos de embarcar

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Passageiros relatam caos para sair e entrar da UE • Reprodução X

O novo sistema europeu de controle de entrada e saída de viajantes, conhecido como Entry/Exit System (EES), passou a valer de forma obrigatória em toda a Europa na última sexta-feira (10). A ferramenta substitui o carimbo no passaporte por um registro digital com coleta de dados biométricos de turistas de fora do bloco.

Apesar da proposta de reforçar a segurança e modernizar o controle migratório, a implementação tem provocado transtornos em aeroportos de diferentes países. Filas de até três horas foram registradas, e muitos passageiros acabaram perdendo seus voos.

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Os reflexos também atingem diretamente as companhias aéreas. Há relatos de aeronaves que decolaram com dezenas de assentos vazios devido à demora no controle de passaportes. Em um dos casos, um voo para o Reino Unido partiu com 51 passageiros a menos. Em outra situação, nenhum viajante chegou ao portão de embarque a tempo, mesmo após atraso superior a 90 minutos.

 

Cenas de confusão foram observadas em terminais como o Aeroporto de Milão, onde cerca de 100 passageiros com destino a Manchester não conseguiram embarcar após enfrentar mais de três horas de espera. A companhia easyJet chegou a pedir maior flexibilidade na aplicação das regras durante a fase inicial, classificando a situação como “inaceitável”.

Um dos episódios envolveu uma família britânica que ficou retida em Milão após perder o voo. Sem assistência, o grupo precisou gastar cerca de £1.600, aproximadamente R$ 10.000, para retornar ao Reino Unido por uma rota alternativa via Luxemburgo, chegando ao destino com um dia de atraso.

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Pressão por ajustes

Entidades do setor aéreo, como o Airports Council International Europe e o Airlines for Europe, aumentaram a pressão por mudanças no sistema. Segundo as organizações, embora o tempo estimado de registro seja de cerca de 70 segundos por passageiro, a operação real tem sido mais lenta, especialmente em horários de maior movimento.

Nem mesmo medidas temporárias, como a suspensão pontual da coleta biométrica em aeroportos de Portugal durante períodos de alta demanda, foram suficientes para evitar gargalos.

Além dos impactos aos passageiros, o cenário também compromete a eficiência das operações aéreas, com atrasos e voos partindo incompletos. Representantes do setor alertam que, sem ajustes — como maior flexibilidade ou até suspensão do sistema em momentos críticos —, a Europa pode ter sua imagem prejudicada como destino turístico e de negócios.

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A Comissão Europeia afirma que a tendência é de melhora após o período inicial de adaptação, quando os dados dos viajantes já estiverem cadastrados. Ainda assim, autoridades recomendam que passageiros cheguem com mais antecedência aos aeroportos.

A preocupação aumenta com a proximidade do verão europeu, época de maior fluxo de turistas no continente.

Com informações de TTWIndependentThe Sun e Greek City Times.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.