Itatiaia

Governo vai zerar PIS/Cofins para conter alta do combustível da aviação

A iniciativa ocorre após o reajuste de 54,63% no preço do combustível, informado pela Petrobras no início de abril.

Por
O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan • Washington Costa/MF

O governo federal anunciou um pacote emergencial para reduzir os impactos do aumento no preço do querosene de aviação (QAV) e tentar conter a pressão sobre as passagens aéreas. As medidas serão implementadas por meio de uma Medida Provisória (MP).

A iniciativa ocorre após o reajuste de 54,63% no preço do combustível, informado pela Petrobras no início de abril.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conjunto de ações foi planejado para equilibrar impacto fiscal e efeitos práticos no setor aéreo. “Anunciamos um conjunto importante de medidas, todas dentro da previsão fiscal e com impacto direto para o setor”, afirmou.

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a preocupação em manter o crescimento da aviação no país. “Batemos recorde recente de passageiros, e queremos garantir a continuidade da expansão e da conectividade regional”, disse.

Gol recebe aviso sobre reajuste de mais de 50% no combustível de aviação

Redução de tributos e alívio imediato

Entre as ações, o governo vai zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAV. A expectativa é de uma redução direta de aproximadamente R$ 0,07 por litro do combustível.

Além disso, a Petrobras adotará um modelo de transição no repasse do reajuste às distribuidoras. Inicialmente, será aplicado um aumento de 18%, enquanto o restante será parcelado em seis vezes, a partir de julho de 2026.

A medida busca dar fôlego ao setor enquanto as demais ações entram em vigor.

Passagens aéreas podem subir após alta de 55% no combustível de aviação

Linhas de crédito e financiamento

O pacote também prevê a criação de linhas de financiamento para as companhias aéreas.

Por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), será disponibilizado crédito para compra de combustível, com limite de até R$ 2,5 bilhões por empresa. A operação será feita pelo BNDES, e o risco ficará com as próprias companhias.

Outra linha, voltada ao capital de giro, terá valor total de R$ 1 bilhão. As condições e critérios ainda serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Adiamento de tarifas

As empresas aéreas também poderão adiar para dezembro o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período de abril a junho de 2026.

Por

Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.