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Transtorno afetivo sazonal pode esfriar relações amorosas; entenda

Falta de luz natural afeta humor, energia e comunicação do casal; rotina, diálogo e cuidados compartilhados ajudam a atravessar o período

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Em alguns períodos do ano, o desânimo aparece sem explicação clara e muitas pessoas percebem que a relação amorosa fica mais distante. O transtorno afetivo sazonal, conhecido como TAE, pode estar por trás dessa queda de energia e das dificuldades de conexão entre o casal, independentemente da estação do ano.

A condição, associada à menor exposição à luz solar e a mudanças no ambiente, afeta não só quem apresenta os sintomas, mas também a dinâmica da relação. O resultado costuma ser mais mal-entendidos e afastamento justamente quando o apoio mútuo é mais necessário. Especialistas afirmam que pequenos gestos e rotinas compartilhadas fazem diferença para manter a proximidade.

O impacto também é físico. Cansaço constante, sono pouco reparador e hábitos alimentares irregulares dificultam a comunicação diária e a intimidade, o que pode aumentar a tensão no relacionamento.

O distanciamento tende a se agravar quando o casal não conversa sobre os efeitos do transtorno afetivo sazonal. Se um dos parceiros reduz o ritmo enquanto o outro segue com a rotina habitual, surgem incompreensões e mudanças de limites sem diálogo.

Para evitar conflitos, a orientação é antecipar esses períodos com uma conversa franca e definir expectativas realistas. Planejar rotinas simples, como horários de sono, alimentação equilibrada e exercícios, além de combinar atividades possíveis para ambos, ajuda a preservar a conexão mesmo quando a disposição diminui.

Apoiar quem vive com TAE exige empatia e paciência. Especialistas recomendam não levar mudanças de humor para o lado pessoal, perguntar sobre necessidades e compartilhar hábitos saudáveis como forma de fortalecer o vínculo.

Há também estratégias que podem aliviar os sintomas, como suplementação de vitamina D, prática regular de atividade física e, quando necessário, busca por ajuda profissional. Manter uma comunicação clara sobre limites e necessidades individuais é fundamental para que o cuidado seja uma responsabilidade dividida.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.