Quais as cinco profissões mais infiéis? Especialista aponta
Especialista em relacionamentos e sexualidade identificou cinco áreas profissionais onde casos extraconjugais ocorrem com maior frequência

Profissionais de saúde, educação, finanças, empreendedorismo e aviação apresentam maior propensão à infidelidade conjugal. A especialista em relacionamentos e sexualidade Tracey Cox identificou nessa quinta-feira (14) essas cinco áreas profissionais onde casos extraconjugais ocorrem com maior frequência. A autora de diversos livros sobre o tema e colunista do Daily Mail apontou que elementos como estresse ocupacional, estruturas hierárquicas e aspectos logísticos dessas carreiras estabelecem condições que favorecem a desonestidade conjugal.
A confiança constitui o alicerce de qualquer relacionamento. Sua ruptura provoca consequências devastadoras. A infidelidade surge de múltiplos fatores psicológicos, emocionais e pessoais. A ciência dos relacionamentos aponta que o ambiente profissional pode exercer papel decisivo nesse comportamento.
A especialista revelou como determinadas profissões estabelecem terreno fértil para a infidelidade. O fenômeno não se limita à personalidade individual. O estresse, a hierarquia e a logística de certos trabalhos facilitam casos extraconjugais, segundo a análise de Cox.
Setor de saúde e o "complexo de Deus"
A medicina figura entre as profissões mais estressantes. Profissionais de saúde compartilham experiências traumáticas e decisões de vida ou morte. Essa vulnerabilidade emocional fomenta laços intensos com colegas de trabalho.
A especialista identificou um componente psicológico fundamental no setor de saúde: o "complexo de Deus". À medida que médicos ascendem na carreira, o extremo respeito que recebem pode levá-los a sentir que normas sociais e morais convencionais não se aplicam a eles da mesma forma que aos demais. Esse fator psicológico contribui para comportamentos que transgridem compromissos conjugais.
Cox explicou que a síndrome de burnout em professores representa um fator de risco real. Longas jornadas de trabalho, salários que nem sempre compensam o esforço e o fardo de levar o trabalho para casa criam uma lacuna nos relacionamentos. A falta de compreensão por parte dos parceiros agrava a situação dos educadores.
A especialista afirmou que, "Se o parceiro não trabalha no setor da educação, é difícil para ele entender o nível de estresse e dedicação que a sala de aula exige". Essa falta de empatia em casa pode levar professores a buscar refúgio com um colega que "entenda" sua realidade diária. A conexão com outros profissionais da educação surge como alternativa ao isolamento emocional vivenciado no ambiente doméstico.
Flexibilidade ética no setor financeiro
A especialista relacionou a infidelidade no setor bancário e financeiro à flexibilidade ética necessária para atingir objetivos financeiros. Profissionais acostumados a burlar regras ou manipular situações para atingir seus KPIs (indicadores-chave de desempenho) tendem a levar essa mentalidade para a vida pessoal. Essa transferência de comportamento profissional para o âmbito pessoal facilita a justificação de transgressões conjugais.
Essa mentalidade de gratificação instantânea e risco calculado se transfere para relacionamentos. O sucesso financeiro funciona como um desinibidor moral, segundo Cox. Profissionais do setor financeiro aplicam a mesma lógica de custo-benefício utilizada em negócios às suas decisões pessoais e afetivas.
Empreendedores geralmente possuem uma visão de mundo particular. São seus próprios chefes. Estão acostumados a moldar a realidade a seu gosto. Tracey Cox sugeriu que esse desejo de autonomia pode se infiltrar em suas vidas sexuais.
Profissionais autônomos desenvolvem uma perspectiva particular sobre o mundo ao seu redor. Estão habituados a moldar a realidade conforme suas preferências e necessidades. Como pessoas que "tomam as rédeas", se sentem que seu relacionamento atual não satisfaz todas as suas necessidades, podem decidir "gerenciar" sua satisfação fora de casa.
A especialista aponta que esses profissionais encaram a infidelidade como mais uma decisão executiva em sua busca pelo bem-estar pessoal. A mentalidade empresarial se estende ao gerenciamento da vida afetiva e sexual.
Distância física e oportunidade na aviação
A aviação fecha a lista das cinco profissões identificadas por Cox. O setor se beneficia da distância física e do prestígio associado à carreira. Esses fatores facilitam casos extraconjugais. A profissão na aviação representa o estereótipo mais antigo relacionado à infidelidade. Possui fundamento logístico inegável, segundo a especialista.
Pilotos e comissários de bordo permanecem grande parte do tempo distantes de casa. Transitam entre diferentes fusos horários. Ficam hospedados em hotéis. Essa distância física constante se combina com a solidão das escalas e o prestígio frequentemente associado ao uniforme. Esses elementos criam o cenário ideal para encontros discretos, facilmente ocultáveis devido à natureza itinerante da profissão.
A rotina de viagens constantes dificulta o monitoramento das atividades desses profissionais por seus parceiros. A combinação de distância física, oportunidades frequentes e dificuldade de verificação estabelece condições favoráveis para comportamentos extraconjugais.
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