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Cientistas alertam para faixa marrom no Atlântico tão extensa quanto um continente: ‘Não é um bom sinal’

Impactos ambientais do ‘Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico’ preocupam estudiosos

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Oceano
Imagem Ilustrativa • Reprodução/Freepik

Há alguns anos, uma formação incomum vem chamando a atenção no Atlântico, estendendo-se de forma quase contínua entre a África e a América. Do espaço, é possível enxergar uma longa faixa marrom que preocupa especialistas e populações costeiras.

O chamado Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico (GASB), que não existia até cerca de 15 anos atrás, segue em constante crescimento. Desde 2011, quando ocorreu sua primeira aparição em massa, a faixa vem aumentando quase todos os anos. Em 2025, chegou ao recorde de 8.850 quilômetros de extensão - mais que o dobro da largura dos Estados Unidos.

Apesar de desempenhar funções importantes no equilíbrio marinho, a superabundância da alga gera impactos negativos. Ao se acumular nas praias, o sargaço em decomposição libera gases tóxicos que prejudicam tanto a biodiversidade quanto a saúde humana.

O problema, de alcance global, exige soluções urgentes. Uma das alternativas estudadas é o reaproveitamento do material. No Brasil, por exemplo, pesquisadores desenvolveram tijolos à base de algas marrons, voltados para a produção de cerâmicas leves utilizadas na construção civil.

Esses tijolos, além de reduzir o uso de recursos naturais, contribuem para a eficiência energética. O sargaço também já vem sendo aplicado na fabricação de concretos mais leves, em lajes para melhorar o conforto térmico e até na jardinagem.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.