O envelhecimento dos pets acontece aos poucos. Dormir mais, brincar menos e evitar atividades que antes eram comuns costumam passar despercebidos. Ainda assim, esses comportamentos não devem ser tratados apenas como algo normal da idade. A fase traz mudanças físicas, metabólicas e cognitivas que impactam diretamente o bem-estar.
Muitos tutores só percebem que o animal envelheceu quando surge uma doença. Por isso, a prevenção é essencial. Acompanhamento regular ajuda a identificar problemas no início, quando as chances de controle e tratamento são maiores.
Quando um pet é considerado idoso?
Não existe uma idade única para definir a velhice nos animais. Tamanho, raça e histórico de saúde influenciam. Cães de grande porte costumam entrar na terceira idade por volta dos seis ou sete anos, enquanto os de porte pequeno envelhecem mais tarde. Já os gatos passam a ser considerados idosos a partir dos dez anos.
O maior desafio é identificar os primeiros sinais. Eles podem ser confundidos com hábitos comuns e acabar ignorados. Dificuldade para subir no sofá, menos interesse nos passeios e mudanças no apetite são exemplos que merecem atenção. Segundo o veterinário geriatra Diego Mendes, observar essas mudanças e agir cedo permite intervenções mais eficazes.
Prevenção
Animais mais velhos estão mais propensos a doenças articulares, problemas renais e cardíacos, alterações hormonais e perda gradual dos sentidos. Essas condições se desenvolvem lentamente e, muitas vezes, só são percebidas quando já afetam a rotina.
As consultas veterinárias regulares ganham ainda mais importância nessa fase. Avaliações periódicas ajudam a detectar alterações iniciais e aumentam a eficácia dos cuidados. Para Diego Mendes, o foco da geriatria veterinária é manter a funcionalidade, o conforto e a autonomia do animal pelo maior tempo possível.
O diagnóstico precoce também permite tratamentos menos invasivos. Exames de rotina e diálogo constante entre tutor e veterinário são aliados importantes para prolongar o bem-estar na velhice.
Adaptações na rotina
Com o avanço da idade, o organismo dos pets passa a absorver os nutrientes de forma diferente. Dietas específicas para animais idosos ajudam a preservar a massa muscular, controlar o peso e proteger órgãos como rins e fígado. A alimentação adequada é um dos pilares da saúde nessa etapa.
O ambiente também precisa de ajustes simples. Pisos antiderrapantes, camas de fácil acesso, comedouros elevados e espaços confortáveis reduzem o risco de quedas e dores articulares. Pequenas mudanças na casa evitam acidentes e tornam o dia a dia mais seguro.
Um simples escorregão pode causar semanas de dor em um pet idoso, alerta Diego Mendes. Por isso, adaptações no lar, somadas ao acompanhamento veterinário, contribuem para uma vida mais ativa e tranquila.
Veterinários ressaltam que associar a velhice dos pets à perda inevitável de qualidade de vida é um erro comum. De acordo com os especialistas, com os cuidados certos, cães e gatos podem seguir ativos e confortáveis por muitos anos. Por fim, eles esclarecem que objetivo da geriatria veterinária não é prolongar a vida a qualquer custo, mas garantir que cada fase seja vivida com dignidade.