Apesar do avanço da
Segundo dados da plataforma de marketing ECAL citados pela revista, 70% utilizam calendários digitais, enquanto 28% ainda escolhem a escrita manual. Especialistas afirmam que essa preferência está ligada ao bem-estar, à produtividade e a características de personalidade cada vez mais valorizadas.
A psicóloga Ashleigh Powell explica que pessoas com perfil mais consciente, reflexivo e criativo tendem a optar pelo papel. De acordo com ela, o ato de escrever desacelera os pensamentos e ajuda a dar sentido às ideias. Usuários que gostam de organização visual, uso de cores e anotações detalhadas também se identificam mais com esse método.
Pesquisas recentes reforçam esse comportamento. Estudos apontam que escrever à mão estimula a conectividade cerebral, o que favorece a memória e o aprendizado. Powell afirma que, ao revisar seu planner semanal, consegue definir prioridades com mais clareza. Para ela, a agenda física oferece uma pausa necessária e ajuda a manter o foco.
A atriz Jolie Lennon, que vive em Londres, também relatou à Newsweek que prefere planners físicos por considerá-los um escape da pressa digital. Ela afirma que gosta da sensação de autonomia e do ritmo menos imediato. Segundo Lennon, a única desvantagem é a possibilidade de perder o caderno.
Especialistas ouvidos pelo Infobae lembram que o tipo de agenda utilizada influencia na produtividade. Pesquisas mostram que estudantes que detalharam por escrito como alcançar suas metas tiveram desempenho 22% superior ao dos que não seguiram o mesmo processo. Powell destaca que escrever metas manualmente torna a tarefa mais significativa para o cérebro, efeito conhecido como geração, aumentando a chance de cumprimento.
Para muitos usuários, o papel também reduz distrações, já que não oferece notificações nem convites para abrir outras aplicações. O simples ato de riscar uma tarefa concluída, explica a análise da Newsweek, ativa uma resposta positiva no cérebro e reforça a sensação de conquista, motivando a continuar cumprindo a lista de afazeres.