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Segundo a University of California Agriculture and Natural Resources, a técnica funciona como um método eficaz para impedir que aves e pragas danifiquem plantas e vasos. A explicação está no movimento e nos reflexos produzidos pelas tampinhas. Quando o vento sopra, elas balançam e criam pequenos flashes de luz que incomodam diversas espécies. Estudos divulgados pela BirdLife International mostram que esses estímulos visuais e sonoros fazem com que muitos animais busquem áreas mais tranquilas, reduzindo a presença deles no ambiente.
O colorido das tampinhas também contribui para o efeito repelente. Tons intensos e brilhantes causam maior incômodo a algumas espécies, por isso combinar cores e tamanhos aumenta a eficiência. Além de ser uma solução ecológica e de baixo custo, o método reaproveita materiais que iriam para o lixo e dispensa qualquer tipo de substância química.
Como montar o sistema com tampinhas
Para aplicar a técnica, basta lavar bem as tampinhas e escolher as que estiverem em melhor estado. Com um pequeno furo no centro, elas podem ser presas a um fio ou arame, deixando espaço entre cada peça para permitir o movimento. A instalação deve ser feita nos pontos do balcão onde as aves costumam pousar, como grades, bordas e regiões próximas às plantas.
É recomendado revisar o sistema a cada duas ou três semanas. Com o tempo, o plástico pode perder brilho por causa do sol e da chuva. Caso alguma tampinha fique opaca ou danificada, a substituição é necessária para manter o efeito.
Outras alternativas caseiras para afastar aves e insetos
Além das tampinhas, CDs antigos também são muito utilizados. Quando pendurados, refletem intensamente a luz solar e produzem movimentos que afastam aves, de acordo com a Royal Horticultural Society. Outro recurso é o uso de tiras de alumínio ou papel metalizado, que vibram com o vento e reforçam a sensação de alerta para os animais.
Há ainda soluções voltadas para insetos, como garrafas plásticas transparentes parcialmente cheias de água. Ao refletir a luz de forma irregular, elas confundem moscas e mosquitos, que tendem a evitar o local.
Essas técnicas podem ser usadas juntas ou separadamente e têm um ponto em comum: utilizam materiais recicláveis, não dependem de químicos e oferecem uma proteção sustentável para varandas, jardins e sacadas.