Ufla usa ciência para transformar Norte de Minas em polo de cacau

Pesquisa focada na fermentação das amêndoas busca garantir chocolate de alta qualidade e com identidade regional para o estado.

Com o apoio da Fapemig e da Fundecc, os cientistas utilizam leveduras selecionadas para criar um produto com menos amargor e mais qualidade.

Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) está transformando o Norte de Minas Gerais na mais nova fronteira produtora de cacau de qualidade. O projeto, coordenado pela professora Rosane Freitas Schwan, utiliza inovação científica para aprimorar a fermentação das amêndoas, etapa considerada decisiva para definir o sabor e o aroma do chocolate.

O trabalho consiste em utilizar uma coleção de micro-organismos, construída ao longo de 40 anos, para selecionar leveduras e bactérias específicas. Esses elementos, chamados de culturas iniciadoras, são aplicados no processo de fermentação para reduzir o amargor e a acidez natural do fruto, intensificando as notas sensoriais desejadas pela indústria de chocolates finos.

O estudo foca especialmente no Norte de Minas, onde o cacau é cultivado em consórcio com a banana. Em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), os pesquisadores analisam como os micro-organismos locais influenciam o perfil do produto. Além dos testes de campo, a UFLA realiza a produção experimental de chocolate em pequena escala para avaliar textura e cremosidade.

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O projeto conta com financiamento da FAPEMIG e gerenciamento da FUNDECC, integrando estudantes de graduação e pós-graduação. O objetivo final é agregar valor à produção mineira e fortalecer a economia regional, posicionando o estado como referência na fabricação de chocolate com identidade própria e base científica.

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