A Câmara Municipal de Varginha aceitou a denúncia de quebra de decoro, protocolada contra o então presidente da mesa diretora, Marquinho da Cooperativa, do partido Mobiliza. A denúncia foi apresentada por Luiz Felipe Lisboa, o rapaz que foi atropelado pelo vereador na noite da passagem de ano.
O advogado de Felipe, Juliano Comunian, enviou um documento citando o atropelamento, a fuga sem prestar socorro, os sintomas de embriagues no vídeo feito pela polícia militar no momento da prisão, entre outras situações em que Marquinho responde ou já respondeu processo.
O recebimento da denúncia foi aprovado por unanimidade e, a partir da daí, os vereadores criaram a CPI que vai investigar a documentação e definir se cabe ou não a cassação do mandato do vereador, porque Marquinho renunciou apenas à presidência da Câmara, não ao cargo de vereador.
Apenas o vereador Rogério Bueno não participou da reunião de ontem e enviou laudo médico atestando impossibilidade por ter sido submetido a uma cirurgia há poucos dias e estar hospitalizado.
Por sorteio foram escolhidos os membros da CPI: Miguel da Saúde, Zilda Silva e Davi Martins, que ficou com a presidência da Comissão. Em conversa com jornalistas ele explicou que a comissão vai atuar dentro do regimento interno da Câmara.
“A comissão processante não vai apurar politicamente, ela vai atuar dentro da legislação, dentro do regimento interno, e a população pode esperar que a comissão processante vai estar totalmente transparente”, afirmou Davi ao assumir a presidência.
Ele afirmou também que mão há dúvida de que Marquinho cometeu erros e isso já está claro pra toda a cidade. “A gente vai apurar esse e qualquer fato que tenha envolvimento com o assunto, e eu tenho interesse que todas as reuniões da CPI sejam transmitidas, para que possa dar mais transparência”, completou Davi Martins.
O relatório final da CPI ainda não tem data para ser apresentado e, quando ficar pronto, será levado ao plenário, e todos os vereadores decidem o destino do mandato do vereador Marquinho.