Pix se consolida como principal meio de pagamento nos pequenos negócios

Pesquisa do Sebrae revela que 60% dos empreendedores preferem o sistema para receber vendas, superando cartões e dinheiro vivo, que agora representa apenas 7% das transações.

Microempreendedores Individuais são os mais conectados: setenta por cento deles usam o Pix como principal ferramenta de trabalho.

Criado há cinco anos, o Pix tornou-se a modalidade financeira favorita entre os donos de pequenos negócios no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pelo Sebrae em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), o sistema é o principal meio de recebimento para quase 60% dos empresários e a escolha de 53% para o pagamento de fornecedores.

A ascensão da tecnologia provocou uma mudança drástica nos meios tradicionais. Os cartões de crédito e débito ocupam hoje o segundo lugar, com 17% das citações, enquanto o uso de dinheiro em espécie caiu para apenas 7%. No pagamento de parceiros comerciais, o boleto bancário ainda resiste com 23% das menções, mas fica bem atrás do Pix.

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Os Microempreendedores Individuais (MEI) são os que mais impulsionam essa digitalização, com 70% de preferência no uso da ferramenta. O índice é superior ao registrado em microempresas (48%) e empresas de pequeno porte (38%). O levantamento também aponta que o uso é mais intenso nas regiões Norte e Nordeste, e entre empreendedores negros, que utilizam o recurso em 66% de suas vendas.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o domínio da ferramenta confirma o processo irreversível de modernização da economia brasileira. Lima destaca que a tecnologia ajuda a pulverizar oportunidades, mas alerta que os empresários precisam estar atentos às novidades, já que os clientes são os primeiros a exigir novas formas de transação.

A pesquisa revelou ainda um recorte por idade: embora o Pix seja a preferência geral, a adesão cai entre empreendedores com mais de 60 anos, grupo em que 46% mencionam a ferramenta. No pagamento de fornecedores, o cartão de crédito figura como uma das últimas opções, sendo citado por apenas 8% dos entrevistados.

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