Minas Gerais encerrou o ano de 2025 com a criação de 79.008 postos de trabalho com carteira assinada. O balanço, realizado pelo Sebrae Minas com base nos dados do Caged, mostra que, embora o saldo seja positivo, houve uma queda de 43% na comparação com o ano anterior. As micro e pequenas empresas (MPEs) foram as grandes protagonistas, sendo responsáveis por 81.639 novas vagas, compensando as demissões nas médias e grandes empresas.
Os setores de Serviços, Comércio e Indústria apresentaram os melhores desempenhos no acumulado do ano. Em contrapartida, a Construção Civil enfrentou retração, fechando o período com saldo negativo. O mês de dezembro, como ocorre historicamente por ajustes administrativos e sazonais, registrou uma perda de mais de 72 mil vagas, reforçando um movimento típico de encerramento de contratos de fim de ano.
No Sul de Minas, o mercado de trabalho demonstrou resiliência, terminando 2025 com 9.879 novos empregos formais. A liderança regional ficou com Pouso Alegre, que gerou mais de 2,5 mil vagas, seguida por Extrema e Paraisópolis. O desempenho dessas cidades foi fundamental para equilibrar os resultados negativos observados em municípios como Poços de Caldas e Três Corações.
Na região Sul, o setor de serviços foi o motor da economia, seguido pelo comércio e indústria de autopeças. Atividades como o cultivo de café e o atendimento hospitalar também se destacaram. “A expectativa para o início de 2026 é de um crescimento moderado, com setores estratégicos como a mineração e a agropecuária sustentando a economia mineira”, pontua o analista do Sebrae Minas, Marcílio Duarte.