O total de 15 pessoas, entre policiais civis e despachantes veiculares, estão condenados por participação em esquema de corrupção no Detran, investigado dentro da operação Êxodo 23, em Varginha e Elói Mendes. O delegado apontado como líder do esquema, Antônio Carlos Butignon, foi condenado a 19 anos de reclusão, multa de aproximadamente R$ 250 mil reais e perda do cargo público.
Além dele, outros 11 homens e duas mulheres foram condenados a penas entre cinco e 18 anos de reclusão e diferentes valores de multas, que chegam a R$ 80 mil. As penas somadas ultrapassam 211 anos de prisão.
A condenação veio através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO, núcleo Varginha, e pela Promotoria de Justiça da Comarca de Elói Mendes. A quadrilha era dedicada à crimes de corrupção, falsidade ideológica, usurpação de função pública e prevaricação no âmbito do Detran/MG.
A operação Êxodo 23 foi deflagrada em dezembro de 2019 com o objetivo de desarticular a organização criminosa que atuava em Elói Mendes e Varginha, composta por policiais civis, servidores do Detran e despachantes de veículos. Na época foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.
Os sentenciados e o Ministério Público podem recorrer da sentença divulgada nesta quarta-feira (27).