Belo Horizonte
Itatiaia

Veja quais estados registraram aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Alta está associada à maior ciruclação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B

Por
Mortes por síndrome respiratória atingem 106 em BH
Imagem meramente ilustrativa • Pixabay/ Reprodução

Praticamente todos os estados braileiros registraram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas duas semanas, segundo divulgado pela nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz nesta quinta-feira (25).

A alta está associada à maior ciruclação do vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também às influenzas A e B. O alerta não engloba apenas Rondônia, Piauí e Pernambuco. 

A Agência Fiocruz compartilhou, ainda, que oitos estados sinalizaram crescimento nos casos de SRAG em longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 24, que abrange o período de 14 a 20 de junho. Confira, abaixo, as localidades citadas:  

  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Espírito Santo;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Roraima;
  • Santa Catarina.

Vale destacar que outros estados também apresentaram aumento de casos de SRAG. Porém, como explica a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, o número de casos tem um crescimento lento e permanecem em níveis baixos. Esses estados são: Amazonas, Ceará e Pará.

No caso desses estados, Portella destaca a importância de a população manter a vacinação contra o vírus em dia — enfatizando que a imunização é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório).

"Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses para ficarem adequadamente protegidos. (...) É fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia", explicou a pesquisadora.

Além da vacinação, é possível se proteger com medidas de prevenção como lavar sempre as mãos e utlizar máscara em postos de saúde e em locais fechados, ou com maior aglomeração de pessoas.

Estados e capitais detalhadas

O Boletim Infogripe da Fiocruz divulgou, detalhadamente, as localidades onde o aumento de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) por vírus sincicial respiratório (VSR):

  • Região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
  • Região Sudeste: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo;
  • Região Norte: Amapá, Pará e Roraima;
  • Região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão
  • Região Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul

Outros estados não citados — Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo — os casos de SRAG por VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

Enquanto isso, as hospitalizações por influenza A registram aumento no Acre e em Roraima, embora apresentem tendência de estabilização ou queda, e permanecem em níveis elevados em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Já os casos graves por Influenza B continuam aumentando em boa parte do Centro-Sul (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), além do Ceará e do Maranhão.

Por fim, os casos de SRAG por Covid-19 seguem com sinal de crescimento em alguns estados do Norte (Amapá e Pará) e Nordeste (Ceará), mas o úmero semanal de casos ainda permanece baixo.

Em relação à capitais brasileiras, a Fiocruz divulgou que 27 apresentam nível de atividade de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24:

  • Boa Vista (Roraima);
  • Curitiba (Paraná);
  • Florianópolis (Santa Catarina);
  • Macapá (Amapá);
  • Porto Alegre (Rio Grande do Sul);
  • Rio de Janeiro (Rio de Janeiro);
  • São Luís (Maranhão);
  • Vitória (Espírito Santo).

Dados epidemiológicos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o Boletim Infogripe indicou aumento de casos:

  • 16,4% para influenza A;
  • 7,9% para influenza B;
  • 53,1% para vírus sincicial respiratório;
  • 23,9% para rinovírus;
  • 2% Covid-19 (Sars-CoV-2).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus, considerando os casos registrados neste período, foi:

  • 38,3% para influenza A;
  • 12,6% para influenza B;
  • 20,9% para vírus sincicial respiratório;
  • 21,6% para rinovírus;
  • 7,5% para Covid-19 (Sars-CoV-2).
Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.