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Geriatra alerta para riscos do consumo excessivo de suplementos alimentares

Médica fala sobre 'polifarmácia nutricional' e falsas promessas associadas aos suplementos alimentares

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Produto era comercializado em plataformas online e, segundo a agência, descumpria normas sanitárias
Suplementos alimentares são recomendados quando há uma deficiência nutricional ou alguma condição que justifique sua necessidade • Pixabay

A busca por um envelhecimento saudável tem impulsionado o consumo de suplementos alimentares. Além disso, os produtos são vendidos juntamente com promessas como melhor qualidade do sono, mais disposição e melhora no desempenho físico.

A geriatra Simone de Paula Pessoa Lima destaca que há um limite para o consumo desses produtos. “Existe, sim, um consumo excessivo de suplementos atualmente, impulsionado muitas vezes pela ideia equivocada de que esses produtos seriam um atalho para alcançar saúde, longevidade ou um envelhecimento mais saudável. É importante destacar que nenhum suplemento substitui hábitos comprovadamente benéficos, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado, controle do estresse, vacinação e acompanhamento médico periódico”, afirma.

Ela detalha que os suplementos alimentares são recomendados quando há uma deficiência nutricional ou alguma condição que justifique a necessidade aumentada de determinados nutrientes. “Vitaminas e minerais em excesso não necessariamente geram benefícios adicionais e, em alguns casos, podem provocar toxicidade, sobrecarregar órgãos como fígado e rins ou interagir com medicamentos de uso contínuo”, alerta a médica.

A especialista fala sobre as falsas promessas associadas ao produto. “No caso dos músculos, por exemplo, nenhum suplemento é capaz de conter a perda de massa (sarcopenia) se não estiver rigidamente associado a exercícios de contratilidade muscular (como a musculação). O envelhecimento saudável é resultado de um conjunto de fatores que se acumulam ao longo da vida e não de um único produto ou fórmula”.

Além disso, muitas vezes figuras como influenciadores e celebridades promovem a “polifarmácia nutricional”, ou seja, o consumo de diversos suplementos simultaneamente. “Essa prática aumenta o risco de efeitos adversos, podendo cortar o efeito de medicações vitais ou potencializar a toxicidade de remédios de uso contínuo (como anti-hipertensivos e anticoagulantes), e dificulta até mesmo a identificação de possíveis causas de sintomas ou alterações laboratoriais”, afirma Simone Lima.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.