Polilaminina: jovem com lesão medular relata formigamento nas pernas após tratamento
Ana Beatriz Stubinski perdeu os movimentos das pernas após ser atingida por um galho de uma árvore em Curitiba

A fonoaudióloga Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, foi aprovada para fazer tratamento com polilaminina e já recebeu a substância. A jovem de Curitiba sofreu uma lesão medular grave após um galho de uma árvore cair em cima dela durante a Feira de Inverno da Praça Osório, no Centro da cidade.
A mãe dela, Vanessa Stubinski, tem compartilhado atualizações do quadro da filha nas redes sociais. Neste sábado (20), durante uma sessão de fisioterapia com estímulos motores, a jovem relatou sentir formigamento nos membros inferiores.
Na segunda-feira (22), a fonoaudióloga respondeu ao estímulo. "Quando ela é estimulada, quando você passa o dedo na sola do pé dela, os dedos apresentam um reflexo. Então todo mundo está bem confiante nessa recuperação dela o quanto antes”, afirmou Vanessa em publicação no Instagram.
Ana Beatriz foi submetida a um tratamento experimental. Ela faz o uso compassivo da polilaminina, modalidade de terapia destinada a grupos de pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias.
Para isso, é necessária uma liminar expedida pela Justiça. Além disso, as empresas responsáveis por desenvolver o medicamento devem preencher solicitação de uso junto à Anvisa.
O que é polilaminina e como funciona o tratamento
A polilaminina viralizou nas redes sociais depois que pacientes paraplégicos e tetraplégicos em tratamento com a substância recuperaram os movimentos dos membros afetados.
O medicamento é feito à base de laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano e presente principalmente na placenta. A substância atua no desenvolvimento do embrião, organizando os tecidos e coordenando o crescimento das células.
A polilaminina é um complexo dessa proteína. A substância age no tratamento de pessoas com lesão na medula, oferecendo suporte à célula atingida. Com essa "ajuda", os axônios conseguem restabelecer a conexão com o neurônio, perdida na lesão, e recuperar a capacidade de movimento.
Para isso, os cientistas extraíram a proteína da placenta de mulheres que foram convidadas a doar o órgão. A partir daí, inicia-se o processo de extração e purificação. No momento da cirurgia, o médico aplica a polilaminina que forma uma rede no local da lesão.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



