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O que é polilaminina? Entenda substância que viralizou nas redes sociais

Proteína chamou atenção por ser alternativa para lesões graves na medula

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Lesão medular pode deixar pacientes paraplégicos o tetraplégicos
Lesão medular pode deixar pacientes paraplégicos o tetraplégicos • Freepik

A polilaminina viralizou nas redes sociais depois que pacientes paraplégicos e tetraplégicos em tratamento com a substância recuperaram os movimentos dos membros afetados. A substância ainda está em fase de pesquisa e não está liberada para venda, mas 61 pacientes já usaram o produto após receberem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em um estudo preliminar com polilaminina, de oito pacientes, dois morreram em decorrência da lesão. Os outros seis recuperaram o controle dos movimentos.

O medicamento é feito à base de laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano e presente principalmente na placenta. A substância atua no desenvolvimento do embrião, organizando os tecidos e coordenando o crescimento das células.

A polilaminina é um complexo dessa proteína. A substância age no tratamento de pessoas com lesão na medula, oferecendo suporte à célula atingida. Com essa "ajuda", os axônios conseguem restabelecer a conexão com o neurônio, perdida na lesão, e recuperar a capacidade de movimento.

Para isso, os cientistas extraíram a proteína da placenta de mulheres que foram convidadas a doar o órgão. A partir daí, inicia-se o processo de extração e purificação. No momento da cirurgia, o médico aplica a polilaminina, que forma uma espécie de "rede" no local da lesão.

Quem pode usar a polilaminina?

Os pacientes que já fizeram tratamento com a polilaminina precisaram de liminares expedidas pela Justiça. Já as empresas responsáveis por desenvolver o medicamento devem preencher solicitação de uso junto à Anvisa. Para isso, é necessário possuir CNPJ cadastrado na agência e usuário com perfil ou vínculo apropriado para acesso ao sistema Solicita.

Nesses casos, o tratamento é feito por meio do uso compassivo, em que o medicamento ou produto em questão deve estar em estudo clínico de fase 3, em desenvolvimento ou já concluído. Essa modalidade destina-se a grupos de pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.