Polilaminina: entenda quando pode ser usada e o que é uso compassivo
Substância ainda está em fase de pesquisa e já foi usada para tratar 61 pacientes

A polilaminina, que está em fase de pesquisa, surgiu como esperança para pacientes com lesões graves na medula. A substância ainda não é comercializada, mas é usada em casos específicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo o Uol, a Anvisa autorizou a aplicação da polilaminina em 61 pacientes até o momento. Nesses casos, os médicos fazem o uso compassivo do medicamento. O tratamento é feito com produtos de terapia avançada ainda não registrados e em fase de desenvolvimento.
O medicamento ou produto em questão deve estar em estudo clínico de fase III, em desenvolvimento ou já concluído. Essa modalidade destina-se a grupos de pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias.
Quem deve fazer a solicitação de uso são as empresas de pesquisa clínica ou de comercialização de produtos de terapias avançadas. Para isso, é necessário possuir CNPJ cadastrado na Anvisa e usuário com perfil ou vínculo apropriado para acesso ao sistema Solicita.
Como a polilaminina age no corpo
A laminina, que é a base da substância desenvolvida em laboratório, é produzida no corpo humano principalmente na placenta. Ao longo do desenvolvimento do embrião, a proteína organiza os tecidos e coordena o crescimento das células.
A polilaminina é um complexo dessa proteína que oferece suporte às células nervosas da medula lesionada. Com essa "ajuda", os axônios conseguem restabelecer a conexão com o neurônio perdida na lesão, recuperando a capacidade de movimento.
Para isso, os cientistas extraíram a proteína da placenta de mulheres que foram convidadas a doar o órgão. A partir daí, inicia-se o processo de extração e purificação. No momento da cirurgia, o médico aplica o polilaminina, que forma uma espécie de "rede" no local de aplicação.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



