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Polilaminina: sete pacientes que fizeram uso compassivo da substância morreram

Tatiana Sampaio, responsável pela pesquisa, afirma que mortes não têm relação com a polilaminina

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Polilaminina
Substância está em fase de desenvolvimento e deve ser submetida a estudos clínicos • Divulgação/ Cristália

Sete pacientes que fizeram o uso compassivo da polilaminina morreram desde fevereiro deste ano, segundo Tatiana Sampaio, pesquisadora responsável pelo estudo com a substância. A sétima morte foi registrada nessa quinta-feira (6).

A informação foi divulgada pela cientista durante o Rio Innovation Week, em apresentação sobre o avanço dos estudos com a polilaminina. Tatiana Sampaio afirmou que pouco mais de 100 pessoas já fizeram uso compassivo da substância no Brasil.

A pesquisadora afirma que as mortes registradas não têm relação com a polilaminina. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi notificada sobre os óbitos e informou que, até o momento, não há indícios de que existe relação direta entre as mortes e a substância.

Os dados relacionados à sétima morte ainda não foram encaminhados para análise. Além disso, a maioria dos pacientes em tratamento com a substância não apresentou eventos adversos.

Nos casos de eventos adversos, a maioria não tem relação com a polilaminina. Menos de 10% dos pacientes relataram reações possivelmente relacionadas à substância, mas nenhum caso foi classificado como grave.

O que é polilaminina e como funciona o tratamento

A polilaminina viralizou nas redes sociais depois que pacientes paraplégicos e tetraplégicos, em tratamento com a substância, recuperaram os movimentos dos membros afetados.

O medicamento é feito à base de laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano e presente, principalmente, na placenta. A substância atua no desenvolvimento do embrião, ao organizar tecidos e coordenar o crescimento celular.

A polilaminina é um complexo dessa proteína. A substância auxilia no tratamento de pessoas com lesão na medula, oferecendo suporte à célula atingida. Com essa ajuda, os axônios conseguem restabelecer a conexão com o neurônio, perdida na lesão, e recuperar a capacidade de movimento.

Para isso, os cientistas extraíram a proteína da placenta de mulheres que foram convidadas a doar o órgão. A partir daí, inicia-se o processo de extração e purificação. No momento da cirurgia, o médico aplica a polilaminina que forma uma rede no local da lesão.

O que é uso compassivo

A polilaminina ainda está em fase de desenvolvimento e deve passar por estudos clínicos. No entanto, alguns pacientes tiveram acesso à substância por meio de seu uso compassivo, tratamento realizado com produtos de terapia avançada ainda não registrados e em fase de desenvolvimento.

O medicamento ou produto em questão deve estar em estudo clínico de fase III, em desenvolvimento ou já concluído. Esta modalidade destina-se a grupos de pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias.

A solicitação de uso deve ser feita por empresas de pesquisa clínica ou de comercialização de produtos de terapias avançadas. Para isso, é necessário possuir CNPJ cadastrado na Anvisa e usuário com perfil ou vínculo apropriado para acesso ao sistema Solicita.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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