Itatiaia

Uso de tadalafila por jovens pode aumentar risco de glaucoma, revela estudo

Pesquisa chinesa revela que usuários do remédio com menos de 40 anos apresentaram até 22% mais chances de desenvolver glaucoma

Por
Tadalafila é usado para disfunção erétil
Tadalafila age relaxando os tecidos musculares do pênis e aumento o fluxo de sangue nas artérias do órgão • Reprodução Youtube Ceará

O uso de tadalafila por homens com menos de 40 anos pode aumentar o risco de glaucoma e perda de visão, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Taiwan. A pesquisa foi publicada na revista científica British Journal of Ophthalmology e foi baseada nos dados de mais de 73 mil pacientes.

Os pesquisadores analisaram dados de 2012 a 2022. Os participantes eram usuários de inibidores da fosfodiesterase tipo 5, mesma classe da tadalafila, e indivíduos que utilizaram outros medicamentos.

Homens que fizeram uso prolongado de medicamento vasodilatador apresentaram maior risco de desenvolver um glaucoma em um período de cinco anos. Esse grupo teve até 22% mais chances de desenvolver a doença, além de terem um maior risco de desenvolver hipertensão ocular, fator de risco para o glaucoma.

Tadalafila não traz ganho real para jovens

A tadalafila, usada para tratar disfunção erétil em homens com mais de 40 anos, tornou-se popular entre os jovens brasileiros, que fazem uso recreativo do medicamento. Porém, os médicos e autoridades de saúde não recomendam o uso do medicamento sem prescrição médica.

Os medicamentos para tratar disfunção erétil, como Viagra (sildenafila), tadalafila e vardenafila, são inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) e agem ao relaxar os tecidos do pênis. Isso causa aumento do fluxo arterial nos corpos cavernosos do órgão, gerando ereções mais rígidas.

Em homens que não apresentam problemas fisiológicos relacionados a esse processo, não há ganho real. "A sensação de pump (inchaço muscular momentâneo) relatada por usuários provavelmente se deve à vasodilatação periférica transitória e representa um efeito placebo", diz a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em nota publicada no ano passado.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte