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Reganho de peso é comum após emagrecimento; médico explica motivo

Gastroenterologista afirma que reganho de peso não é falta de comprometimento nem sinônimo de fracasso

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Abdominoplastia
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O reganho de peso é comum entre pacientes em tratamento para emagrecer, principalmente entre aqueles que são ou já foram obesos. O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2025.

O médico gastroenterologista Mauro Lúcio Jácome destaca que o reganho de peso não é sinônimo de fracasso e explica o que está por trás desse processo. “O paciente que recupera peso após um período de tratamento não fracassou. Ele está vivendo a biologia de uma doença crônica que a cultura ainda insiste em tratar como questão de disciplina. E a resposta clínica correta não é julgá-lo. É oferecer o próximo passo de uma jornada que deveria ter sido desenhada desde o início”, afirma.

Muitos pacientes recorrem a medicamentos, como as canetas emagrecedoras, ou a cirurgias para perda de peso. Quando atingem a meta de peso é atingida, alguns abandonam o tratamento, sob a falsa percepção de que o acompanhamento médico não é mais necessário.

“Se o reganho é previsível e fisiológico, o tratamento precisa ser desenhado para antecipar esse momento, e não para ignorá-lo. A descontinuação de um fármaco não deveria ser o fim do tratamento. Deveria ser uma transição planejada para a etapa seguinte de uma jornada clínica contínua”, destaca o gastroenterologista.

Além de medicamentos e de cirurgias como a bariátrica, Jácome aponta a gastroplastia endoscópica, que reduz o volume gástrico por suturas internas, sem necessidade de corte.

“Quando esses recursos são integrados em protocolos multimodais combinando farmacoterapia, procedimentos endoscópicos e acompanhamento multidisciplinar, estudos clínicos mostram resultados de perda de peso clinicamente relevantes e sustentados ao longo do acompanhamento”, afirma o gastroenterologista.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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