Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite? Médico responde
Gastroenterologista diferencia condições, explica sintomas e adaptações necessárias na dieta

Mais da metade dos brasileiros apresenta tendência genética para desenvolver intolerância à lactose, segundo estudo do laboratório Genera. O quadro pode ser confundido com alergia ao leite, mas os sintomas são diferentes.
“São situações diferentes. A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir o açúcar do leite, que é a lactose. Já a alergia ao leite de vaca é a reação ao componente proteico, uma condição clínica completamente distinta. Inclusive, as idades em que isso aparece são diferentes”, aponta o gastroenterologista Sandro Chaves, da rede Mater Dei, em entrevista ao programa Acir Antão, nesta sexta-feira (21).
A alergia ao leite é comum entre crianças e lactantes. “A pessoa apresenta manifestações na pele, como manchas e placas vermelhas, e respiratórias, devido ao possível edema de glote. Também pode ocorrer reação inflamatória no corpo todo. Ela pode perder a pressão arteriale choque anafilático. É uma situação que pode ameaçar a vida e exigir internação”, explica o especialista.
Já a intolerância à lactose pode causar distensão abdominal, cólica, náusea e diarreia. Segundo o médico, os sintomas costumam aparecer cerca de 60 minutos após a ingestão de leite ou derivados.
As duas situações exigem adaptações na dieta. No caso de alergia ao leite, o paciente deve eliminar completamente o consumo do produto e de seus derivados.
No caso da intolerância à lactose, o gastroenterologista diz: “Os trabalhos científicos mostram que quem tem intolerância à lactose pode consumir de 100 a 200 ml de leite por dia sem problemas. A pessoa pode ingerir o leite sem lactose, queijo sem lactose, ou complementar a ingestão dos produtos com a enzima lactase, que é amplamente disponível nas farmácias”.
O diagnóstico ocorre por meio de um processo: “Primeiro, afastamos as condições mais comuns, e uma delas, no Brasil, é a parasitose intestinal. Então, fazemos o tratamento do que chamamos de desparasitaçãoe seguimos com exames de sangue. É uma conversa e sequência de eventos, não se faz isso numa primeira consulta”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



