Quedas e escorregões dentro de casa são comuns no fim de ano e podem provocar diferentes tipos de lesões na coluna lombar. O risco aumenta durante atividades domésticas, como limpeza, organização do ambiente e transporte de compras ou móveis.
“As lesões mais frequentes são entorses ligamentares, contraturas musculares, inflamações nas articulações da coluna e alterações nos discos, como protrusões ou hérnias”, explica o médico ortopedista Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral, à Itatiaia.
Um ponto de atenção são as chamadas fraturas por fragilidade, mais comuns em pessoas com osteoporose. Nesses casos, até quedas consideradas leves podem causar fraturas nas vértebras, principalmente na região torácica e lombar.
“Muitas vezes, a fratura se manifesta apenas como dor nas costas, sem deformidade visível, o que leva o problema a ser subestimado”, alerta o especialista. Por isso, dores lombares após quedas devem ser avaliadas, especialmente em pacientes com histórico ou suspeita de fragilidade óssea.
Atividade física ajuda na redução do risco
A prática de atividade física regular ajuda a reduzir o risco de dor lombar nessa época do ano. O fortalecimento da musculatura do core, que envolve abdômen, glúteos e músculos profundos da coluna, contribui para a estabilidade e proteção da região lombar.
“Essa musculatura funciona como um cinturão de sustentação, diminuindo a sobrecarga sobre discos, ligamentos e articulações da coluna”, explica Daniel Oliveira.
A atenção à postura durante tarefas do dia a dia também é essencial. Carregar peso de forma incorreta, fazer movimentos bruscos ou permanecer muito tempo em pé pode aumentar o risco de lesões.
“Evitar flexões excessivas, rotações abruptas e aprender a levantar peso corretamente ajuda a prevenir dores e agravos na coluna”, orienta o ortopedista.
A dor lombar após uma queda deve ser encarada como sinal de alerta quando persiste por mais de dois ou três dias, piora com o tempo ou vem acompanhada de outros sintomas.
“Dor irradiada para as pernas, formigamento, dormência, perda de força ou limitação para se movimentar indicam a necessidade de avaliação médica imediata”, afirma Daniel Oliveira.
Dores intensas após traumas aparentemente leves também devem ser investigadas, principalmente em pessoas com risco de osteoporose. O diagnóstico precoce é fundamental para definir o tratamento adequado e evitar complicações futuras.
(Sob supervisão de Lucas Borges)