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O Vigitel é uma pesquisa anual que acompanha hábitos de saúde da população, como diabetes, hipertensão e alimentação, e avaliou pela primeira vez o panorama do sono no país.
Andrea Toscanini, especialista do Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, explica que os problemas relacionados ao sono exigem atenção.
A privação de sono pode trazer diversas complicações, como depressão, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade e problemas cognitivos, incluindo déficit de memória, atenção e foco. Toscanini ressalta que a falta de sono também afeta jovens e crianças, prejudicando desempenho escolar e testes neuropsicológicos. “É importante organizar o dia, reduzir tarefas e garantir tempo adequado de sono”, orienta.
Segundo a especialista, os sintomas de insônia são mais comuns entre mulheres, principalmente devido a questões hormonais e sociais.
Durante a menopausa, há maior suscetibilidade a transtornos do humor, insônia e apneia do sono, que elevam o risco de hipertensão e problemas metabólicos.
Além disso, mulheres com dupla jornada e menor renda apresentam maior sobrecarga e vulnerabilidade à privação de sono.
Ao longo da vida, Andrea Toscanini explica que a falta de sono tem efeitos significativos na saúde e no bem-estar.