Mosquito da dengue com Wolbachia começa a ser liberado em Brumadinho, em MG

Método utiliza o inseto com a bactéria natural para diminuir a transmissão das doenças pelo Aedes aegypti

Wolbitos, como são chamados os mosquitos com Wolbachia, são produzidos na biofábrica instalada em Belo Horizonte

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) iniciou, nesta segunda-feira (2), a liberação do Aedes aegypti com Wolbachia em Brumadinho, na Região Central do estado. A tecnologia é capaz de reduzir a transmissão dos vírus da dengue, chikungunya e zika.

O método Wolbachia utiliza o mosquito com a bactéria natural para diminuir a transmissão das doenças pelo Aedes aegypti. A estratégia será ampliada gradualmente para outras 21 cidades da bacia do Rio Paraopeba.

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Os wolbitos, como são chamados os mosquitos com Wolbachia, são produzidos na biofábrica instalada em Belo Horizonte. A bactéria está presente em aproximadamente 50% das espécies de insetos e não causa danos à saúde humana, aos animais ou ao meio ambiente.

Depois da liberação, os wolbitos reproduzem-se com o Aedes aegypti local e transmitem a bactéria às próximas gerações, sem necessidade de modificação genética. Com o tempo, a maioria da população do mosquito passa a carregar a Wolbachia, reduzindo a transmissão dos vírus e, consequentemente, os casos de dengue e outras arboviroses.

A iniciativa contou com a participação da população de Brumadinho, que respondeu a uma pesquisa de aceitação pública confirmando a concordância da maioria. A programação inclui ainda a Exposição Método Wolbachia, aberta ao público no Centro Administrativo da Prefeitura de Brumadinho até a primeira quinzena de abril, com informações sobre a tecnologia e seus resultados.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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