Perimenopausa pode aumentar riscos ao coração feminino; entenda
Estudo aponta que fase de transição hormonal afeta colesterol, glicose e qualidade do sono das mulheres

A perimenopausa, período de transição antes da menopausa, pode provocar impactos na saúde cardiovascular das mulheres. Alterações hormonais típicas desse momento da vida podem elevar o risco de problemas cardíacos, especialmente por afetarem o colesterol, a glicose no sangue, a pressão arterial e o sono.
Pesquisadores americanos observaram que mulheres na perimenopausa apresentaram maior probabilidade de desenvolver uma saúde cardiovascular considerada desfavorável. Entre os principais fatores identificados estão alterações nos lipídios, dificuldades no controle da glicose e pior qualidade da alimentação. O estudo foi publicado no periódico científico da Associação Americana do Coração.
A médica cardiologista Mildren del Sueldo, especialista em doenças cardiovasculares femininas e presidente eleita da Federação Argentina de Cardiologia, afirmou ao site de notícias Infobae que "esta etapa não deve ser vivida apenas como uma mudança ginecológica, mas como uma verdadeira janela de oportunidade cardiometabólica".
Os especialistas destacam que a transição menopausal costuma concentrar mudanças intensas em um intervalo relativamente curto, entre 24 e 36 meses. Nesse período, muitas mulheres enfrentam aumento de gordura abdominal, alterações metabólicas, piora do colesterol e dificuldades para dormir adequadamente.
Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores foi o impacto do sono. O estudo mostrou que, durante a perimenopausa, a qualidade do descanso tende a piorar, mesmo quando o tempo total de sono permanece semelhante.
Os dados também indicam que mulheres já na menopausa podem apresentar um risco ainda maior. Em um dos levantamentos citados pelo Infobae, participantes nessa fase tiveram o dobro de chances de apresentar uma pontuação baixa de saúde cardíaca em comparação com mulheres que ainda não haviam iniciado a menopausa. Além disso, foram registradas maiores probabilidades de colesterol elevado e dificuldades no controle da glicemia.
Especialistas reforçam que hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir esses impactos. Alimentação equilibrada, atividade física regular, acompanhamento médico e atenção à qualidade do sono aparecem entre as principais recomendações para proteger o coração durante essa fase hormonal.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



