Belo Horizonte
Itatiaia

Ministério da Saúde inicia uso de semaglutida no SUS em projeto piloto no RS

Estudo serve para avaliar o uso de medicamentos à base de GLP-1 no SUS

Por
Paciente aplica semaglutida
Paciente aplicou a primeira dose do projeto em cerimônia de lançamento nesta sexta-feira (26) • Rafael Nascimento/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (26), o início da aplicação de semaglutida em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A substância é o princípio ativo de medicamentos para obesidade e diabetes tipo 2, como o Ozempic e Wegovy.

A iniciativa faz parte de um projeto piloto para avaliar o uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade no SUS. Ao todo, 250 pacientes, que já são acompanhados pelo hospital participante, receberão a substância. O grupo é formado por pessoas com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, além de indicação para cirurgia bariátrica.

Para serem selecionados para o estudo, os pacientes deveriam ter diagnóstico de obesidade estabelecido há pelo menos 12 meses. Além disso, deveriam apresentar falha documentada no tratamento clínico convencional, como dietas estruturadas e prática regular de atividade física, por pelo menos dois meses. Também deveriam ter capacidade de compreender e realizar a autoaplicação da medicação ou contar com um cuidador para esse procedimento.

Durante a cerimônia de lançamento do projeto, um paciente recebeu a primeira aplicação da caneta emagrecedora.

"O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O estudo terá duração de dois anos. A pesquisa avaliará indicadores como percentual de perda de peso, a evolução da qualidade de vida, resultados de exames clínicos, condições pós-operatórias e os custos dos processos.

O financiamento ocorre por meio de recursos transferidos ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da produtora do medicamento.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.