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Primeiro genérico de semaglutida do Brasil: entenda a diferença para Ozempic e Ozivy

Semaglutida genérica foi aprovada pela Anvisa nesta segunda-feira (17)

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Quebra da patente da semaglutida da farmacêutica Novo Nordisk abre novos caminhos para as canetas emagrecedoras nacionais
Semaglutida é o princípio ativo do Ozempic, que teve sua patente expirada neste ano • JOHAN NILSSON/TT News Agency via AFP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do Brasil. A substância é o princípio ativo de outras canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Ozivy. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

A semaglutida é um análogo do GLP-1, agindo de forma semelhante ao hormônio do intestino que controla os níveis de açúcar no sangue e a fome. O remédio, produzido pela farmacêutica EMS, é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.

Qual a diferença entre medicamento genérico e original?

O medicamento à base de semaglutida aprovado nesta segunda-feira (17), que não possui nome comercial, é uma versão genérica do Ozivy, que também contém a substância sintética. O remédio de referência, por sua vez, é uma cópia do Ozempic, que contém semaglutida biológica.

O medicamento genérico é fabricado após a expiração da patente de uma substância e deve apresentar o mesmo princípio ativo, a mesma dose e a mesma forma de administração do medicamento de referência. O remédio também deve demonstrar bioequivalência, ou seja, comportar-se no organismo da mesma forma. O rótulo e as outras substâncias além do princípio ativo podem ser diferentes.

O Ozivy, usado como referência, é um análogo sintético do Ozempic. A substância é produzida por síntese química, processo que resulta em moléculas menores e mais estáveis, capazes de ser reproduzidas de forma idêntica.

O Ozempic é composto por semaglutida biológica. O medicamento contém moléculas complexas obtidas a partir de fluidos, tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos, mediante manipulação, inserção de outro material genético (DNA recombinante) ou alteração dos genes.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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