Com a chegada do verão e das altas temperaturas, cresce a procura por atividades físicas ao ar livre. Nesse cenário, o
Dados da Confederação Brasileira de Tênis apontavam, em 2024, cerca de 1,2 milhão de praticantes no Brasil. A expansão do número de quadras e a realização de grandes competições reforçaram o avanço da modalidade nos últimos anos.
Praticado na areia, o esporte contribui para a melhora do condicionamento cardiorrespiratório, da agilidade, do tempo de reação, da coordenação motora e do equilíbrio. A superfície também ajuda a reduzir o impacto nas articulações quando comparada a pisos rígidos, como concreto ou asfalto.
Apesar do perfil recreativo, a prática exige preparo físico. Mudanças rápidas de direção, saltos e golpes acima da cabeça demandam força e resistência muscular. Segundo o fisioterapeuta esportivo Yan Aquino, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física, os ganhos são relevantes, mas o cuidado é indispensável.
“Os principais benefícios físicos incluem a melhora do condicionamento cardiorrespiratório, da agilidade, do tempo de reação, da coordenação motora e do equilíbrio. A areia ajuda a diminuir o impacto articular, o que reduz o risco de lesões quando comparado a pisos rígidos”, afirma.
Mesmo assim, algumas lesões são frequentes, como epicondilalgia do cotovelo, tendinopatias no ombro e entorses de tornozelo e joelho. Para o especialista, a prevenção começa antes do jogo.
“Para reduzir a possibilidade de lesões musculares, é essencial construir uma base sólida de força, trabalhando grandes grupos musculares e investindo em exercícios de mobilidade articular”, explica. Ele também orienta atenção a sinais como dor persistente por mais de 24 a 48 horas, inchaço e sensação de instabilidade.
O avanço da modalidade também é impulsionado por grandes eventos realizados no país. Competições internacionais ampliaram a visibilidade do beach tennis e contribuíram para a formação de novos praticantes.
“Grandes eventos são fundamentais para aproximar o público do esporte, criar referências para novos atletas e fortalecer toda a cadeia da modalidade”, afirma Anderson Rubinatto, CEO da Goolaço, empresa responsável pela organização de torneios internacionais no Brasil.