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Estudo da Unifesp identifica proteína com potencial para frear avanço do câncer

Pesquisa foi feita com células de coelhos e pode avançar para aplicação clínica

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Células de câncer em rede
Proteína é encontrada na superfície das células • National Cancer Institute/ Unsplash

Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indica que a proteína sindecam-4 (SDC4), encontrada na superfície das células, pode servir para frear o avanço do câncer. Experimentos laboratoriais mostraram que, quando essa molécula é bloqueada, a divisão celular é paralisada e as células tumorais perdem a proteção.

“A estratégia de silenciar essa molécula tem potencial para impedir a proliferação de células cancerosas, mas ainda estamos em fases iniciais da pesquisa e seria necessário validar os resultados em cada caso específico da doença”, afirma Carla Cristina Lopes, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp e autora correspondente do artigo.

Para formar tecidos, as células precisam se ligar umas às outras e à matriz celular. Quando a estrutura se desprende, inicia-se o mecanismo natural de autodestruição chamado anoikis. Porém, no caso do câncer, as células tumorais conseguem resistir a esse processo e viver soltas, colonizando outros órgãos, no processo chamado de metástase.

Em condições normais, as células produzem a SDC4. O problema surge quando há uma produção excessiva da proteína, que causa a progressão da doença. "A sindecam-4 protege as células tumorais desse tipo específico de morte celular que ocorre quando a célula se desprende do tecido", explica a pesquisadora.

Para compreender o fenômeno, os pesquisadores usaram células de vasos sanguíneos de coelhos. As estruturas foram forçadas a ficarem soltas, e a maioria não resistiu, conforme o esperado. Porém, a pequena porcentagem (menos de 5%) das células que sobreviveram se tornaram altamente agressivas e passaram a produzir a proteína SDC4 em quantidades exageradas.

Ao silenciar a proteína, as células perderam suas características malignas e voltaram ao estado normal, dependendo novamente da adesão física a uma superfície para continuar vivas. Os resultados ainda precisam ser replicados em células humanas para avançar para a aplicação clínica.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.