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Casos de câncer podem chegar a 35 milhões por ano até 2050, alerta OMS

Atualmente, são registradas cerca de 10 milhões de mortes por câncer anualmente no mundo

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Somente neste ano, 39.550 pessoas devem ter a doença
Câncer de pulmão é o responsável pela maioria das mortes no mundo • Tânia Rêgo | Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, até 2050, os casos anuais de câncer cheguem a quase 35 milhões. Segundo relatório global divulgado nesta quarta-feira (8), atualmente são cerca de 20,6 milhões de novos registros e quase 10 milhões de mortes causadas pela doença anualmente.

Por dia, são mais de 26 mil óbitos causados pelo câncer. A doença é a segunda principal causa de morte no mundo, ficando atrás somente das doenças cardiovasculares.

“Reverter essa tendência exigirá uma mudança fundamental para uma abordagem centrada nas pessoas, que responda às necessidades de saúde e às experiências vividas pelas pessoas e comunidades afetadas”, alerta a OMS em comunicado.

O câncer de pulmão continua sendo a principal causa de morte por câncer em todo o mundo. Os cânceres de pulmão, próstata e colorretal estão entre os mais comuns em homens, enquanto os cânceres de mama, pulmão e colorretal são prevalentes entre mulheres com a doença.

Desigualdade reflete nos índices de câncer no mundo

A pesquisa também revela que o acesso ao tratamento e diagnóstico é desigual. O índice de mulheres com câncer de mama que sobrevivem cinco anos após o diagnóstico é de 87% em países de alta renda. O número cai para 42% em países de baixa renda.

"O câncer é uma doença profundamente pessoal que afeta quase todos nós. Mas a sobrevivência de uma pessoa ao câncer nunca deveria depender de onde ela nasceu ou de sua renda", disse o Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus. "As desigualdades documentadas neste relatório não são inevitáveis; são consequência de escolhas e podem ser revertidas por meio de ações mais fortes e unificadas."

Em 2024, a Ásia concentrou a maior parcela dos casos de câncer, com 50,7% e 56,5% dos óbitos pela doença. Os números refletem sua grande população, segundo a OMS.

A Europa contribui somente com 21% dos casos no mundo e 20% dos óbitos, apesar de abrir cerca de 9% da população mundial. “Em contraste, muitos países da África e partes da Ásia apresentam menor incidência, mas mortalidade desproporcionalmente alta”, destaca o comunicado da organização.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.