Dia Nacional do Teste do Pezinho: exame é um dos mais importantes e pode prevenir diversas doenças
Minas Gerais tem um dos testes mais completos do país, podendo identificar 20 doenças, no caso do Sistema Único de Saúde

É comemorado nesta sexta-feira (6) o Dia Nacional do Teste do Pezinho, um dos exames mais importantes a fazer em um recém-nascido. Por meio da coleta de sangue no calcanhar do bebê, ele pode identificar diversas doenças de forma precoce, já iniciando o tratamento ainda no começo da vida.
Minas Gerais tem um dos testes mais completos do país, podendo identificar 20 doenças, no caso do Sistema Único de Saúde, segundo a doutora em Pediatria pela Universidade Federal de Minas Gerais, Carolina Capuruço.
"Entre elas hipotireoidismo, fenilcetonúria e hemoglobinopatias, fibrose cística, Hiperplasia Adrenal Congênita, deficiência de biotinidase, deficiência de G6PD, toxoplasmose congênita, cinco grupos dos efeitos da beta-oxidação dos ácidos graxos, além do teste SCID, atrofia medular espinhal e a gamaglobulinemia", disse.
"A gente está falando de doenças genéticas, que são doenças que já estão printadas no gene masculino, feminino, quando eles se juntam e formam o embrião. Então, são doenças que quando detectadas precocemente e direcionadas para o ambulatório precocemente, essa criança ela pode ter uma vida absolutamente normal no futuro. Já se não forem feitos esses testes, às vezes o diagnóstico dessas doenças pode ser tardio e daí já tem um impacto tão profundo, cerebral, motor, cognitivo, que nunca mais essa criança consiga recuperar a saúde dela", afirmou.
O teste do pezinho deve ser feito do terceiro ao quinto dia, mas pode ser feito até o sétimo dia. O exame está disponível em todas as unidades de saúde de Minas Gerais pelo NUPAD (Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico) e também há a possibilidade de realizá-lo por convênios de saúde.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.




