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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave caem após cinco meses, mas níveis seguem elevados

A informação é do mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (09)

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Medidas simples de prevenção continuam sendo recomendadas, como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. • Pixabay/reprodução

Após cerca de cinco meses de crescimento contínuo, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil começou a apresentar queda. A informação é do mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (9).

Segundo o levantamento, a redução no cenário nacional está relacionada à desaceleração no crescimento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR) e à queda nos casos graves de influenza A e influenza B.

Números ainda estão acima do normal

Apesar do início da queda, os pesquisadores reforçam que os casos de SRAG permanecem em patamar elevado em grande parte do território nacional. Mesmo com a tendência de melhora, o volume de internações por síndromes respiratórias graves ainda é maior do que o esperado para o período, o que mantém a atenção redobrada do sistema de saúde.

O comportamento da doença não é uniforme entre as regiões do país. Os estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina ainda registram sinais de crescimento na tendência de longo prazo, mesmo com o quadro nacional em queda. O Amazonas chama atenção em especial pelo aumento de casos entre idosos, possivelmente ligado à alta de hospitalizações por Covid-19.

A falta de vacinação como um dos fatores de risco

Um dos elementos apontados por especialistas para explicar a manutenção de números elevados é a baixa adesão à vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários. 

Em Belo Horizonte, conforme a Itatiaia informou, a cobertura vacinal entre idosos, gestantes e crianças pequenas segue distante da meta de 90% definida pelo Ministério da Saúde. Atualmente, a média entre esses públicos gira em torno de 55% na capital mineira.

Essa lacuna na imunização é considerada preocupante porque a influenza segue como a principal causa de internações graves entre jovens, adultos e idosos, segundo o InfoGripe. 

Uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de complicações e de aliviar a pressão sobre hospitais nesta fase do ano. Além da vacina, medidas simples de prevenção continuam sendo recomendadas: cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, lavar as mãos com frequência, usar máscara em ambientes fechados quando não for possível o isolamento e evitar contato próximo em caso de sintomas gripais.

Capitais em alerta

O boletim aponta que nove das 27 capitais brasileiras apresentam nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).

Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento de casos concentra-se principalmente entre crianças menores de dois ou quatro anos. Já em Rio Branco, a alta atinge sobretudo crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos. Na capital mineira, Florianópolis, Manaus e Rio Branco, também é registrado crescimento de casos entre a população idosa.

Panorama geral em 2026

Desde o início do ano, já foram notificados 109.347 casos de SRAG no país. 

Entre os casos positivos registrados nas últimas quatro semanas, o vírus sincicial respiratório (VSR), segue como o principal responsável, respondendo por 55,9% dos diagnósticos, seguido por rinovírus (23,3%), influenza A (12,7%), influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%).

Já entre os óbitos, a influenza A lidera como principal causa, com 33,1% dos registros.

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.