Prótese peniana: entenda o que é, como funciona e quem pode colocar
O médico urologista Mateus Schettino detalha o funcionamento dos implantes penianos e explica quem pode ou não passar pela cirurgia.

A disfunção erétil (também conhecida como impotência sexual) é um problema comum na saúde masculina: cerca de 59% dos homens já tiveram problemas de ereção, de acordo com uma pesquisa levantada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em 2014, realizada com 1.506 pessoas entre 40 e 69 anos. Estima-se que 100 milhões de homens no mundo apresentem disfunção erétil; no Brasil, a média varia em torno de 16 milhões.
Define-se como disfunção erétil a incapacidade do homem de obter ou manter uma ereção satisfatória para uma atividade sexual ativa. As causas são diversas e podem variar de doenças crônicas até condições psicológicas. Dentre elas estão problemas circulatórios, neurológicos, anatômicos ou estruturais, distúrbios hormonais e/ou efeitos causados pelo uso de drogas.
Um dos principais tratamentos para essa condição médica é a cirurgia de prótese peniana, indicada em casos de má adaptação ou falta de resposta aos medicamentos orais, fatores que variam a depender de cada quadro clínico.
Mas afinal, o que é uma prótese peniana?
As próteses penianas são aparelhos implantados cirurgicamente no interior dos dois corpos cavernosos do pênis, com o objetivo de proporcionar rigidez peniana suficiente para a realização do ato sexual.
Em entrevista à Itatiaia, o médico urologista Mateus Schettino detalha como funciona o procedimento: “A prótese peniana é um procedimento cirúrgico em que nós vamos implantar no paciente dois mecanismos, a depender da escolha dele e das diferentes condições, para que ele possa ter uma ereção. Os dois mecanismos que a gente tem hoje no mercado mundial são as próteses penianas semirrígidas (ou maleáveis) e as infláveis".
Quem pode colocar uma prótese peniana?
“A prótese peniana é indicada para todo paciente que tem algum problema de disfunção erétil e para o qual não conseguimos adotar outro tipo de tratamento existente para resolver aquele problema”, explica o urologista. De acordo com o especialista, qualquer paciente que não responde bem aos medicamentos para disfunção erétil é um possível candidato à cirurgia de implante peniano.
Mateus explica mais detalhes acerca das avaliações médicas necessárias para a adoção do procedimento no vídeo abaixo.
Prótese peniana: entenda o que é, como funciona e quem pode colocar
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“A avaliação vai depender do tipo de problema que levou à disfunção erétil naquele paciente e da sua adaptação às opções de terapia existentes. Por exemplo, a gente pode ter um paciente que responde ao comprimido, mas que tem efeito adverso a ele. Então, ele pode tomar o remédio e ter uma ereção satisfatória, mas apresentar uma dor de cabeça muito forte ou um mal-estar intenso, o que fará com que ele não consiga manter aquele tratamento clínico”, complementa o médico.
Sob supervisão de Marcello Pereira.
Graduanda em Jornalismo pela UFMG, Maria Eduarda é estagiária do Portal Itatiaia. Apaixonada pela comunicação e dedicada a conhecer e contar histórias, possui experiência na redação da TV Alterosa, dos Diários Associados.



