Conselho Federal de Farmácia faz alerta após Virginia usar IA para comprar remédios
Influenciadora apresentou sintomas de resfriado e comprou medicação indicada pela inteligência artificial

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) divulgou nessa quarta-feira (8), um comunicado para alertar sobre o uso de inteligência artificial na prescrição de medicamentos. O pronunciamento ocorreu depois que a influenciadora Virginia Fonseca relatou nas redes sociais que gastou cerca de US$ 300 (aproximadamente R$ 1,5 mil) em remédios indicados pela IA.
"Embora ferramentas de IA possam fornecer informações gerais, elas não substituem a avaliação individualizada realizada por um profissional habilitado, especialmente quando envolve a escolha e o uso de medicamentos", diz o comunicado.
Virginia relatou que estava com sintomas de resfriado durante passagem por Nova Jersey, nos Estados Unidos, para assistir aos jogos da Copa do Mundo. “Gastei uns 300 dólares com remédios. Tomara que resolva. (Ps.: compramos através das dicas da IA)", escreveu a influenciadora em uma publicação.
O CFF afirma que a inteligência artificial pode errar na escolha do remédio devido à falta de acesso ao histórico clínico completo do paciente, incluindo doenças pré-existentes e alergias. "O que parece ser apenas uma gripe pode, em alguns casos, representar outras infecções ou problemas de saúde que exigem tratamento específico ou avaliação médica", diz a nota.
"Diante de qualquer dúvida sobre medicamentos, a recomendação é procurar o farmacêutico, profissional capacitado para oferecer orientações seguras e individualizadas, contribuindo para um tratamento mais eficaz e para a prevenção de riscos à saúde”, conclui o CFF.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



