O calor e a exposição ao sol tendem a piorar manchas na pele, principalmente durante o verão. A combinação de altas temperaturas e radiação solar estimula diretamente a produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele.
Segundo o médico dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esse processo faz com que manchas já existentes escureçam e novas áreas hiperpigmentadas surjam com mais facilidade.
“O sol ativa os melanócitos como um mecanismo de defesa da pele, o que acaba intensificando as manchas”, explica o especialista à Itatiaia.
Por que o calor agrava as manchas
Além da radiação solar, o calor provoca vasodilatação e inflamação na pele. Esses fatores favorecem a ativação da melanogênese, especialmente em pessoas com predisposição a manchas.
Manchas mais comuns no verão
O melasma é a mancha mais frequente nessa época do ano, sobretudo entre mulheres. A condição está associada à exposição solar, ao calor e à influência hormonal.
Também são comuns as manchas pós-inflamatórias, que aparecem após acne, foliculite, picadas de insetos ou procedimentos inadequados. Sardas e lentigos solares tendem a escurecer e ficar mais evidentes durante o verão.
Protetor solar é indispensável
O uso diário do protetor solar é a principal forma de evitar o escurecimento das manchas. O produto reduz a ação da radiação ultravioleta e da luz visível, ambas responsáveis por estimular a produção de melanina.
Para quem já tem manchas, o dermatologista recomenda reaplicação ao longo do dia e o uso de filtros com cor, que oferecem proteção adicional contra a luz visível.
Suor e oleosidade influenciam?
De forma indireta, sim. O excesso de suor e oleosidade pode favorecer inflamações como acne e dermatites. Após a cicatrização, essas lesões podem deixar manchas residuais.
Outro ponto de atenção é que o suor pode remover o protetor solar da pele, diminuindo sua eficácia quando não há reaplicação adequada.
Cuidados básicos no dia a dia
Entre os principais cuidados estão o uso rigoroso do protetor solar, evitar o sol nos horários de maior radiação e apostar em barreiras físicas, como chapéus e óculos.
Também é importante manter uma rotina de limpeza adequada ao tipo de pele e utilizar ativos clareadores e antioxidantes com orientação médica. Procedimentos agressivos e produtos irritantes devem ser evitados no verão.
Quando procurar um dermatologista
A avaliação dermatológica é indicada quando a mancha surge de forma persistente, aumenta de tamanho ou escurece progressivamente. O acompanhamento também é essencial antes de iniciar qualquer tratamento clareador.
“O diagnóstico correto evita o uso inadequado de produtos e garante um tratamento seguro e eficaz”, reforça Lucas Miranda.