Até 2050 estima-se que haverá 25,2 milhões de pessoas com a doença de Parkinson em todo o mundo, segundo um estudo publicado na revista British Medical Journal (BMJ).
A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo. A Organização Mundial da Saúde estimou que doenças neurodegenerativas, incluindo Parkinson e
Os pesquisadores usaram dados do estudo global de carga de doenças de 2021, coletando informações de 195 países e territórios.
Segundo o estudo, o crescimento e o envelhecimento populacional contribui para o aumento progressivo de casos da doença. O aumento dos casos previsto é de 112% em relação a 2021.
O aumento da doença é global, com destaque no leste asiático que deve ter o maior número de casos em 2050, estimados 10,9 milhões, seguido pelo sul da Ásia, com 6,8 milhões). A África Subsaariana ocidental experimentaria o aumento mais significativo desde 2021 (292%), enquanto a Europa central e oriental (28%) veria o menor aumento.
A faixa etária acima de 80 anos foi projetada para ter o maior aumento no número de casos de doença de Parkinson de 2021 a 2050. As proporções entre homens e mulheres da prevalência padronizada por idade da doença de Parkinson foram projetadas para aumentar de 1,46 em 2021 para 1,64 em 2050 globalmente.
‘Até 2050, a doença de Parkinson se tornará um desafio maior de saúde pública para pacientes, suas famílias, cuidadores, comunidades e sociedade. Esta projeção pode servir como um auxílio na promoção de pesquisas em saúde, informando decisões políticas e alocando recursos’, conclui a pesquisa.
Doença de Parkinson não tem cura
A Doença de Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo, caracterizado pela degeneração de neurônios dopaminérgicos em uma área específica do cérebro chamada ‘substância negra’.
‘Os tremores são os sintomas mais conhecidos, mas não os únicos e nem os mais incapacitantes. Embora frequentes, eles não estão presentes em todos os pacientes e não são necessariamente o primeiro sinal da doença’, explica a médica geriatra mineira da Saúde no Lar, Simone de Paula Pessoa Lima.
Além dos tremores em repouso, a doença apresenta outros sintomas como rigidez muscular, bradicinesia (lentidão de movimentos) e instabilidade postural. Há também sintomas não motores, igualmente impactantes, como depressão, distúrbios do sono, constipação, disfunção olfatória e comprometimento cognitivo progressivo.
Segundo a geriatra, até o momento, não há exame específico ou protocolo de rastreio eficaz para prevenção da Doença de Parkinson. ‘O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação neurológica especializada. No entanto, medidas preventivas comuns a todas as doenças podem ser incorporadas como prática regular de atividade física, dieta equilibrada, estímulo cognitivo e controle de fatores cardiovasculares, como hipertensão e diabetes’, ressalta a médica à Itatiaia.
Apesar de não ter cura e uma prevenção absoluta, estudos indicam que manter hábitos saudáveis pode reduzir o risco.
‘Exercícios aeróbicos regulares, dieta saudável e balanceada, engajamento social, sono reparador e manejo do estresse são estratégias que contribuem para a neuroproteção. A detecção precoce de sintomas e o encaminhamento a neurologistas e geriatras especializados também são fundamentais’, explica a geriatra Simone de Paula.