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Campanha contra poliomielite: vacinação pode evitar volta da doença erradicada no Brasil em 1989

O Brasil não registra casos de pólio desde 1989, mas a baixa adesão às vacinas fez com que o país recebesse uma clarificação de território de risco para volta à poliomielite

Vai até o dia 14 de junho a Campanha de Vacinação contra poliomielite. Em Belo Horizonte, o imunizante está disponível nos 152 centros de saúde. Devem se vacinar crianças menores de cinco anos. O esquema vacinal para menores de 1 ano prevê três doses injetáveis, aos 2, 4 e 6 meses. As crianças de 1 a 4 anos que estiverem com o esquema em dia recebem a dose oral da vacina, ou seja, as gotinhas.

O vírus da poliomielite é transmitido de pessoa para pessoa, principalmente por meio da via fecal e oral ou, menos frequentemente, por um veículo comum como, por exemplo, água ou alimentos contaminados. “A poliomielite é uma doença grave que, em geral, acomete os membros inferiores, de forma irreversível, e pode levar à morte”, alerta Josianne Gusmão, coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde, de Minas Gerais.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poliomielite afeta principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, sendo que uma em cada 200 infecções leva à paralisia irreversível, geralmente das pernas. Entre os contaminados com a doença, 5% a 10% morrem por paralisia dos músculos respiratórios. O Brasil não registra casos de pólio desde 1989. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do vírus da doença. Mas a baixa adesão às vacinas fez com que o país recebesse uma clarificação de território de risco para volta à poliomielite.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, em Minas Gerais, a cobertura vacinal está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de, no mínimo, 95% do público. Segundo dados do órgão federal, a cobertura vacinal desse imunizante no estado, em 2023, foi de 87,88% em menores de 1 ano, e de 81,58% em crianças a partir de 1 ano de idade. Já em 2024, no período de janeiro a março, foi de 88,39%, em crianças menores de 1 ano de idade, e de 81,97%, em crianças a partir de 1 ano de idade. Em Belo Horizonte, a situação é ainda pior: o índice de crianças menores de 1 ano imunizadas contra a paralisia infantil é de 68,5%. Em 2023, foi de 72,4%.

Na capital, a vacina está disponível nos Centros de Saúde, de segunda a sexta-feira, das oito da manhã às cinco da tarde. Para vacinar a criança, o responsável deve levar documento de identificação e a caderneta de vacinas.


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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.
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