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Diagnóstico precoce do câncer: saiba como descobrir a doença

Os exames de imagem são grandes aliados à disposição dos médicos quando é necessário realizar uma investigação criteriosa por todo o corpo do paciente

O diagnóstico precoce do câncer é um fator crucial para salvar vidas e reduzir os custos do tratamento da doença, de acordo com autoridades de saúde. De acordo com dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50 milhões de pessoas estão vivendo com câncer em todo mundo, cerca de 1 milhão e meio estão no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que entre os anos de 2023 e 2025, 704.080 novos casos de câncer devem surgir por ano no Brasil.

Os exames de imagem são grandes aliados à disposição dos médicos quando é necessário realizar uma investigação criteriosa por todo o corpo do paciente. Segundo a médica Radiologista do Grupo OncoClínicas, Cristiane Marota Filogônio, com a evolução da tecnologia os exames estão mais desenvolvidos e a quantidade de opções aumentam, o que vai permitir o diagnóstico e o tratamento precoce de cânceres.

A médica destaca que, para o diagnóstico precoce do câncer, também são levados em consideração os fatores de risco do paciente para determinar qual será a avaliação necessária de acordo com a idade. “O exame mais conhecido para as mulheres, a mamografia, deve ser feita a partir dos 40 anos, anualmente. Antes desta idade, a paciente vai realizar o exame, de acordo com os fatores de risco”, exemplifica.

Além dos exames de imagem, os exames de sangue podem detectar alguns marcadores de determinados tumores. Essa informação deve ser analisada junto com o histórico do paciente e dos fatores de risco os quais ele é exposto. O tabagismo, por exemplo, para se pensar num possível câncer de pulmão. Neste caso, para confirmar o diagnóstico, as tomografias de baixa dosagem do tórax vão ajudar na detecção de nódulos pulmonares suspeitos ou não.

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Alguns tipos de tumores são mais difíceis de serem descobertos. “Alguns cânceres são mais assintomáticos, como o câncer de pâncreas, por exemplo. Embora bastante agressivo, depende da localização do tumor no pâncreas para apresentar sinais, então quando a gente faz o diagnóstico a chance de ser um câncer mais avançado é grande”, relata a radiologista.

Mas quando realizar estes exames? Vai depender do histórico familiar e dos fatores de risco. “Nas mulheres, para diagnosticar o câncer de mama, o exame deve ser feito partir de 40 anos anualmente, desde que ela não tenha fator de risco, se tiver fatores de risco a gente começa o acompanhamento mais cedo. O câncer de pulmão por exemplo, a gente vai pensar que, se for um paciente tabagista que tenha histórico familiar tem que fazer o exame constantemente. O câncer de colón que a gente tem a impressão de um aumento da incidência, então a indicação de exame é a colonoscopia, a partir dos 40 anos”, detalha.

A médica destaca que, praticamente nenhum câncer tem a definição de ser incurável. “Hoje temos vários tratamentos que permitem a cura de casos que antes a gente não pensava em curar. Cada vez mais, os tratamentos estão muito avançados. Hoje a gente tem a imunoterapia para vários tipos de tumores que mudou muito a história da evolução do câncer, então, é lógico que é um diagnóstico difícil, mas não vem com a certeza de morte, de forma alguma, para nenhum tipo de câncer”, afirma Cristiane Marota Filogônio, médica Radiologista do Grupo OncoClínicas .


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Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.
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