Kaká Chazz: o artista mineiro que transforma o cotidiano em arte urbana

De Três Pontas para a arte urbana, ele pinta histórias

Kaká Chazz o artista mineiro que transforma o cotidiano em arte urbana

Um olhar simples que virou linguagem visual

Cassiano Henrique Cândido, 28 anos, nasceu em Três Pontas, no sul de Minas Gerais. Autodidata em Artes Plásticas, ele construiu o próprio caminho observando o mundo ao redor. Hoje atende pelo nome artístico Kaká Chazz e vem chamando atenção na cena da arte de rua brasileira.

Kaká Chazz o artista mineiro que transforma o cotidiano em arte urbana

Quem conversa com o artista percebe rapidamente que a trajetória dele não nasce de um projeto acadêmico ou de uma carreira planejada. Ela surge do hábito de desenhar desde a infância, da curiosidade constante e da decisão de nunca abandonar o lápis. Kaká costuma dizer que foi aprimorando o olhar observando muito, pesquisando e testando possibilidades até encontrar sua própria linguagem.

A inspiração nasce do cotidiano mineiro

O trabalho de Kaká Chazz não parte de conceitos abstratos ou de tendências internacionais. Ele afirma que a principal fonte de inspiração é o cotidiano das pessoas. As lutas, as conquistas, a rotina simples, os pequenos gestos. Tudo pode virar imagem.

Entre as referências que menciona estão cenas comuns em Minas: alguém tomando café na varanda, crianças brincando na rua, o contato com a natureza. Para ele, essas situações têm força simbólica e ajudam a construir imagens que dialogam com diferentes pessoas, cada uma interpretando a obra de maneira própria.

A música como parte do processo criativo

Kaká Chazz o artista mineiro que transforma o cotidiano em arte urbana

A trilha sonora também faz parte da construção das obras. Kaká diz que a música funciona como companhia durante o processo criativo. O gosto musical é amplo e varia conforme o momento. Em alguns dias, ele ouve Rock, Hardcore ou Metal. Em outros, prefere música ambiente ou clássica.

Entre os compositores que cita está Chopin, que aparece com frequência na sua playlist quando busca concentração ou um clima mais introspectivo para desenhar.

Cores, leitura e referências visuais

O estudo das cores ocupa lugar importante no trabalho do artista. Mesmo explorando diferentes combinações, Kaká reconhece que algumas tonalidades já fazem parte da sua identidade visual. Magenta, amarelo e roxo aparecem com frequência em suas composições.

No campo das referências teóricas, ele menciona livros de arte, principalmente ligados ao período renascentista, além de leituras sobre criatividade. Também consome HQs e diz ler bastante a Bíblia, onde encontra histórias e imagens simbólicas que acabam influenciando suas ideias.

Cinema, animação e o imaginário visual

No audiovisual, Kaká prefere filmes de drama que tragam alguma mensagem. Mas as animações também têm espaço importante no repertório dele. O artista destaca o trabalho do Studio Ghibli, especialmente as produções dirigidas por Hayao Miyazaki, que misturam fantasia, emoção e reflexão.

Essa combinação de referências ajuda a explicar por que suas obras costumam ter elementos narrativos fortes, quase como cenas congeladas de uma história maior.

A origem do nome artístico

O nome Kaká vem do apelido de infância. Já Chazz tem inspiração curiosa. Ele conta que o termo foi influenciado por um personagem da série Constantine, e que a pronúncia se aproxima do plural de “chá”. O resultado virou assinatura artística e hoje identifica seus murais e ilustrações.

Um artista que observa mesmo nas horas livres

Mesmo quando não está trabalhando diretamente, Kaká mantém o olhar atento. Ele diz que gosta de passear com a esposa e o cachorro, mas quase sempre leva um sketchbook. O hábito de esboçar ideias espontaneamente faz parte do processo criativo.

Entre artistas brasileiros que admira, ele cita Eduardo Kobra como uma referência importante dentro da arte urbana, embora ressalte que não acredita existir um único “melhor”, mas sim uma diversidade de estilos.

O que vem pela frente

Kaká Chazz afirma que pretende expandir a produção de murais, criando obras que dialoguem com quem as observa e provoquem reflexão. A intenção é que cada trabalho vá além da estética e carregue uma mensagem.

Ele também pretende continuar produzindo ilustrações paralelamente aos murais, mantendo a liberdade de explorar diferentes formatos e superfícies.

O que move o artista é a mesma ideia que aparece desde o início da trajetória: usar as cores para quebrar a rotina, provocar pensamento e lembrar que cada pessoa tem uma história que merece ser vista.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

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