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He-Man voltou: por que o herói dos anos 80 conquistou uma nova geração

Novo filme reacende o interesse pelo personagem criado pela Mattel e mostra como a nostalgia continua movimentando entretenimento, colecionismo e cultura pop.

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He-Man voltou: por que o herói dos anos 80 conquistou uma nova geração • Foto; divulgação

Quando a Mattel decidiu levar novamente He-Man aos cinemas, não apostava apenas em um personagem clássico. A empresa voltou seus esforços para uma marca criada há mais de quatro décadas que continua despertando interesse entre antigos fãs e pessoas que sequer eram nascidas quando o desenho fez sucesso na televisão. O lançamento de Masters of the Universe recolocou He-Man entre os assuntos mais pesquisados e mostrou que a nostalgia permanece como um dos ativos mais valiosos da indústria do entretenimento.

Criado em 1982 para uma linha de brinquedos, He-Man rapidamente ganhou histórias em quadrinhos, série animada e uma legião de admiradores em diferentes países. Ao longo dos anos, a franquia atravessou gerações sem desaparecer completamente. Sempre que novos produtos chegavam ao mercado, o personagem voltava a despertar interesse, mas a nova adaptação cinematográfica ampliou esse movimento ao apresentar Eternia para um público que conhecia o herói apenas por referências nas redes sociais.

He-Man deixou de ser apenas um desenho para se transformar em uma marca global

O retorno do personagem acontece em um momento em que grandes estúdios procuram propriedades intelectuais capazes de reunir fãs antigos e novos consumidores. Em vez de construir franquias do zero, empresas passaram a investir em universos já conhecidos, reduzindo riscos e aproveitando comunidades que permanecem ativas há décadas.

He-Man representa exatamente esse modelo. O personagem nasceu como brinquedo, tornou-se desenho animado, inspirou filmes, quadrinhos, jogos eletrônicos, livros e uma indústria de colecionáveis que continua crescendo. O lançamento do novo filme veio acompanhado de uma nova coleção de figuras de ação, estratégia utilizada pela Mattel para fortalecer novamente toda a franquia.

Esse movimento também ajuda a explicar o crescimento do mercado de colecionismo. Action figures, edições especiais e produtos licenciados deixaram de atrair apenas adultos nostálgicos. Muitos jovens passaram a consumir personagens clássicos como parte da cultura pop, impulsionados por vídeos, influenciadores, plataformas de streaming e comunidades digitais.

Por que a Geração Z também passou a consumir um herói criado nos anos 80

A relação da Geração Z com personagens como He-Man é diferente daquela vivida pelos fãs da década de 1980. Em vez de acompanhar o desenho na televisão aberta, esse público conhece a franquia por meio de clipes, memes, vídeos explicativos, plataformas de streaming e conteúdos produzidos por criadores independentes.

Esse processo mudou a maneira como clássicos voltam ao mercado. Um personagem não precisa mais depender apenas da memória afetiva de quem cresceu com ele. A internet permite que novas gerações descubram essas histórias em diferentes formatos, criando um ciclo contínuo de renovação do público.

A estética retrô também contribui para esse interesse. Brinquedos, camisetas, pôsteres, acessórios e objetos inspirados nos anos 1980 voltaram a ocupar espaço na moda, na decoração e no universo geek. Nesse cenário, He-Man deixou de representar apenas um desenho antigo para simbolizar uma cultura visual que continua influenciando diferentes segmentos.

O sucesso do novo filme demonstra que personagens clássicos ainda possuem espaço quando conseguem dialogar com diferentes gerações. Enquanto antigos fãs reencontram um herói que marcou a infância, novos espectadores descobrem um universo que continua sendo reinventado mais de quarenta anos depois de sua criação, confirmando que algumas franquias ultrapassam o tempo porque conseguem se adaptar sem perder a identidade.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.