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Backrooms: por que a Geração Z está obcecada pelo novo fenômeno do terror

Universo criado na internet voltou a ganhar força após ganhar uma adaptação para o cinema e transformou corredores vazios e ambientes comuns em um dos maiores fenômenos do terror contemporâneo.

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Backrooms o lado do terror
Backrooms: por que a Geração Z está obcecada pelo novo fenômeno do terror • Ia

Quem pesquisa por "Backrooms" hoje encontra vídeos, jogos, teorias, animações e, mais recentemente, uma adaptação para o cinema. Isso faz muita gente acreditar que o fenômeno nasceu nas telonas, mas a história começou muito antes. Os Backrooms surgiram em 2019, quando uma fotografia de um escritório vazio foi publicada em um fórum da internet acompanhada de uma narrativa fictícia sobre um lugar infinito do qual seria impossível escapar.

A ideia rapidamente despertou a imaginação de milhares de usuários. O que era apenas uma imagem passou a receber novas histórias, ilustrações, mapas, criaturas e regras criadas coletivamente por pessoas de diferentes países. Em poucos anos, os Backrooms deixaram de ser uma simples creepypasta para se transformar em um dos maiores universos colaborativos do terror digital.

Backrooms: por que a Geração Z está obcecada pelo novo fenômeno do terror • Ia
Backrooms: por que a Geração Z está obcecada pelo novo fenômeno do terror • Ia

O interesse voltou a crescer nos últimos meses depois que esse universo ganhou uma adaptação cinematográfica, levando milhões de pessoas que nunca tinham ouvido falar no assunto a pesquisar o significado do nome e entender por que corredores vazios e ambientes aparentemente comuns conseguem provocar tanto desconforto.

O que são os Backrooms e por que eles causam tanto medo

Ao contrário dos filmes tradicionais de horror, os Backrooms praticamente não dependem de monstros, violência ou sustos repentinos. O medo nasce de algo muito mais simples: ambientes que parecem familiares, mas apresentam detalhes capazes de causar estranhamento.

Corredores intermináveis, salas comerciais vazias, hotéis silenciosos, escritórios abandonados e iluminação fluorescente são alguns dos elementos que compõem esse universo. Esses cenários lembram lugares reais, mas aparecem completamente desertos, sem qualquer referência de tempo ou presença humana.

Pesquisadores da psicologia ambiental utilizam o conceito de espaços liminares para explicar parte dessa sensação. São locais de passagem que normalmente estariam cheios de pessoas, como escolas, aeroportos, hospitais, centros comerciais e corredores corporativos e principalmente produtos antigos. Quando esses ambientes aparecem vazios, silenciosos e repetitivos, o cérebro identifica que existe algo fora do padrão, produzindo uma sensação de alerta difícil de explicar racionalmente.

Esse recurso faz com que o medo seja construído pela atmosfera e não pela ameaça visível. Em vez de mostrar um perigo claramente identificado, os Backrooms exploram a ansiedade provocada pela incerteza e pela sensação constante de estar perdido em um espaço que parece não ter fim.

Por que a Geração Z transformou os Backrooms em um fenômeno mundial

Grande parte do sucesso dos Backrooms está ligada à forma como a Geração Z consome entretenimento. Em vez de acompanhar apenas histórias produzidas por grandes estúdios, muitos jovens participam da construção dos próprios universos fictícios por meio de vídeos, fóruns, redes sociais e plataformas de games.

Cada criador acrescenta novos ambientes, personagens, teorias e desafios, fazendo com que o universo dos Backrooms continue crescendo de forma colaborativa. Essa participação coletiva ajuda a explicar por que o interesse permanece alto mesmo anos depois de sua criação.

O fenômeno também representa uma mudança importante na maneira como histórias de terror são produzidas. Durante décadas, personagens como vampiros, zumbis e fantasmas dominaram o gênero. Nos Backrooms, o elemento central deixa de ser a criatura e passa a ser o próprio ambiente. O medo nasce da possibilidade de qualquer lugar comum esconder uma realidade desconhecida.

A adaptação para o cinema ampliou ainda mais esse movimento ao apresentar o conceito para um público muito maior. O aumento das buscas mostra que o interesse já não está restrito às comunidades digitais e passou a despertar curiosidade entre pessoas que procuram entender como uma simples fotografia publicada na internet conseguiu dar origem a um dos maiores fenômenos do terror contemporâneo. Mais do que uma moda passageira, os Backrooms mostram como a cultura digital passou a criar seus próprios mitos, capazes de atravessar as redes sociais, chegar aos games e conquistar espaço também no cinema.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

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