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Dieta low fat: emagreça sem eliminar carboidratos

Modelo alimentar prioriza a redução do consumo de gorduras, preserva alimentos como frutas, cereais e legumes e pode contribuir para o controle do peso e da saúde cardiovascular quando aliado a hábitos equilibrados

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A dieta low fat prioriza alimentos naturais e reduz o consumo de gorduras saturadas, sem excluir os carboidratos da alimentação
A dieta low fat prioriza alimentos naturais e reduz o consumo de gorduras saturadas, sem excluir os carboidratos da alimentação • Freepik

Entre dietas restritivas, protocolos de jejum e métodos que prometem resultados rápidos, a dieta low fat permanece como uma alternativa respaldada por evidências científicas e recomendada por diversos profissionais de saúde.

Ao contrário do que muitos imaginam, não existe uma dieta universal capaz de atender a todas as pessoas. Idade, rotina, preferências alimentares, nível de atividade física, condições de saúde e fatores metabólicos influenciam diretamente na resposta do organismo. O que funciona para uma pessoa pode não produzir os mesmos resultados em outra.

Nesse contexto, a dieta low fat surge como uma estratégia baseada na redução da ingestão de gorduras, especialmente as saturadas e trans, sem excluir grupos alimentares importantes. Em vez de restringir os carboidratos, como ocorre na dieta low carb, esse modelo mantém alimentos ricos nesse nutriente como parte fundamental da alimentação diária.

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem limitar a ingestão total de gorduras a menos de 30% das calorias diárias, priorizando as gorduras insaturadas e reduzindo ao máximo o consumo de gorduras trans industriais. A orientação tem como objetivo diminuir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.

Na prática, a dieta low fat costuma distribuir a alimentação com cerca de 45% a 65% das calorias provenientes dos carboidratos, entre 10% e 35% das proteínas e aproximadamente 20% a 30% das gorduras, priorizando fontes de melhor qualidade nutricional.

Entre os alimentos que costumam fazer parte desse padrão alimentar estão frutas, verduras, legumes, batata, mandioca, inhame, arroz, aveia, quinoa, milho, macarrão, pães integrais e outras fontes de carboidratos complexos. As proteínas podem ser obtidas por meio de carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados com baixo teor de gordura e leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico.

Já alimentos ricos em gordura, como frituras, embutidos, bacon, carnes muito gordurosas, manteiga em excesso e produtos ultraprocessados, tendem a ser consumidos com menor frequência.

Benefícios vão além da balança

Os efeitos da dieta low fat não se limitam ao emagrecimento. Uma revisão publicada pela Cochrane, organização internacional dedicada à avaliação de evidências científicas em saúde, concluiu que reduzir o consumo de gordura saturada está associado à diminuição do risco de eventos cardiovasculares, principalmente quando essa gordura é substituída por fontes mais saudáveis.

Outro levantamento, divulgado pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, destaca que a qualidade da gordura consumida exerce papel mais importante do que simplesmente reduzir sua quantidade. A substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas presentes em peixes, castanhas, sementes e azeite de oliva está relacionada à melhora dos níveis de colesterol e à redução do risco de doenças cardíacas.

Além disso, um estudo internacional da The Lancet Commission on Obesity reforça que padrões alimentares equilibrados, ricos em alimentos naturais e com menor presença de ultraprocessados, apresentam melhores resultados para o controle do peso no longo prazo do que dietas extremamente restritivas.

Equilíbrio continua sendo a principal estratégia

Embora a dieta low fat reduza a ingestão de gorduras, isso não significa eliminá-las completamente. O organismo necessita desse nutriente para diversas funções, como a produção de hormônios, a absorção de vitaminas lipossolúveis e o funcionamento adequado do sistema nervoso.

O segredo está na escolha das fontes de gordura e na moderação das quantidades. Azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3 continuam sendo alimentos importantes dentro de uma alimentação saudável.

Outro ponto importante é evitar a falsa impressão de que alimentos com baixo teor de gordura podem ser consumidos sem limites. Muitos produtos industrializados classificados como "light" ou "low fat" apresentam elevada quantidade de açúcar, sódio ou aditivos, o que reduz seus benefícios nutricionais.

Assim como qualquer estratégia alimentar, a dieta low fat produz melhores resultados quando associada à prática regular de atividade física, ao consumo adequado de água, ao sono de qualidade e ao acompanhamento de um nutricionista, que poderá adaptar o plano alimentar às necessidades individuais.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.