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Consumo excessivo de açúcar pode aumentar fatores de risco para Alzheimer

Relatórios da Organização Mundial da Saúde e da Comissão Lancet reforçam que obesidade, diabetes tipo 2 e resistência à insulina estão entre os fatores modificáveis relacionados ao risco de demência

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O consumo excessivo de açúcar pode favorecer fatores de risco associados ao declínio cognitivo, como obesidade e diabetes tipo 2
O consumo excessivo de açúcar pode favorecer fatores de risco associados ao declínio cognitivo, como obesidade e diabetes tipo 2 • Freepik

O consumo excessivo de açúcar já é reconhecido pelos impactos negativos sobre a saúde metabólica. Nos últimos anos, estudos científicos passaram a investigar de forma mais aprofundada como esse hábito pode influenciar a saúde do cérebro e contribuir para fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.

As Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Redução do Risco de Declínio Cognitivo e Demência, publicadas em 2019, incluem o controle do diabetes, da obesidade, da hipertensão arterial e a adoção de uma alimentação saudável entre as principais estratégias para reduzir o risco de demência ao longo da vida.

Na mesma direção, a Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention and Care, cuja atualização mais recente foi publicada em 2024, concluiu que cerca de 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados por meio do controle de fatores de risco modificáveis. 

Entre eles estão diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão, colesterol elevado, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.

Diabetes e saúde cerebral

O estudo "Type 2 diabetes mellitus and risk of incident dementia: a systematic review and meta-analysis of prospective observational studies", publicado na revista Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, mostrou que pessoas com diabetes tipo 2 apresentam risco significativamente maior de desenvolver demência, incluindo a doença de Alzheimer.

A relação ocorre porque a resistência à insulina, característica do diabetes tipo 2, pode comprometer mecanismos importantes para o funcionamento dos neurônios, além de favorecer processos inflamatórios e alterações vasculares que afetam o cérebro.

Alimentação equilibrada reduz fatores de risco

As recomendações da Organização Mundial da Saúde destacam que uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas de qualidade e gorduras saudáveis, aliada à prática regular de atividade física, ao controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, contribui para a preservação da saúde cerebral durante o envelhecimento.

A própria OMS recomenda que o consumo de açúcares livres represente menos de 10% da ingestão calórica diária, sendo que uma redução para menos de 5% pode proporcionar benefícios adicionais à saúde.

Prevenção ao longo da vida

O relatório da Lancet Commission reforça que a prevenção da demência depende de ações adotadas durante toda a vida. Reduzir o consumo de bebidas açucaradas, doces e alimentos ultraprocessados ajuda a diminuir o risco de obesidade e diabetes, doenças que estão entre os fatores associados ao comprometimento cognitivo.

Embora não exista evidência científica de que o açúcar provoque diretamente a doença de Alzheimer, o controle da alimentação e dos fatores metabólicos representa uma das principais estratégias para preservar a saúde do cérebro e reduzir o risco de demência nas próximas décadas.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.