O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) voltou a subir o tom contra o Supremo Tribunal Federal e criticou o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das recentes
A declaração foi dada nesta segunda-feira (6), em Brasília, durante anúncio do Partido Novo de um novo pacote de medidas contra o ministro Alexandre de Moraes. A legenda informou que apresentará mais um pedido de impeachment contra o magistrado e encaminhará uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República.
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Apesar de o anúncio ocorrer em meio às articulações para a eleição presidencial, Zema negou que a mobilização tenha motivação eleitoral. Segundo ele, o posicionamento do partido está ligado a princípios institucionais.
“Claro que esse movimento nosso não tem nada de eleição. Ele é um movimento pela ética, pela transparência e pela cidadania. Coincidiu de estarmos em um ano eleitoral”, afirmou o governador.
Zema também disse que a atuação atual reflete o mesmo sentimento que o levou a entrar na política em 2018. “Quem me conhece sabe que eu entrei na política por indignação e inconformismo. E o mesmo está acontecendo neste momento”, declarou.
Durante a coletiva de imprensa, realizado no Senado Federal, o governador ainda afirmou que pretende levar até o fim sua pré-candidatura à Presidência da República e descartou a possibilidade de disputar a eleição como vice em outra chapa.
“Eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final. Estar como vice de outro candidato, de certa maneira, é o Partido Novo convergir a questões nas quais nós não concordamos”, disse.
Moraes na mira
O pedido apresentado pelo Novo será o 47º protocolo de impeachment contra Moraes no Senado. Na mesma coletiva, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou que apresentará uma representação ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por suposto “engavetamento” de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
As iniciativas foram anunciadas após a divulgação de
Nos últimos meses, o governador mineiro tem intensificado críticas à atuação do Supremo e ampliado sua presença em debates nacionais, movimento interpretado por analistas políticos como parte da estratégia para ampliar sua projeção no cenário eleitoral.