Zema fala de união da direita no segundo turno e cita aliança entre Novo e PSD em Minas
Governador compara cenário de 2026 à eleição chilena e defende união entre candidaturas de centro-direita após a primeira fase da disputa

O ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato a presidência da república, Romeu Zema (Novo), afirmou que a eleição de 2026 no estado deve seguir um modelo semelhante ao observado recentemente no Chile, com diversos candidatos de direita disputando o primeiro turno e uma unificação das forças políticas no segundo turno. A declaração foi dada nesta segubnda-feira (22) em um evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. a
Segundo Zema, a tendência é que diferentes lideranças apresentem suas candidaturas inicialmente, mas que haja convergência em torno de um projeto comum na fase decisiva da eleição.
Aliança entre Novo e PSD
Durante a fala, o governador destacou a aproximação entre o Partido Novo e o PSD em Minas Gerais. Zema citou o atual governador Matheus Simões, que deixou o Novo e se filiou ao PSD, como peça importante da construção política para a disputa estadual. Pelo acordo firmado entre as legendas, o PSD deverá encabeçar a chapa ao governo mineiro, enquanto o Novo indicará o candidato a vice-governador.
O governador também mencionou a boa relação que mantém com outras lideranças da direita nacional, entre elas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), ambos apontados como possíveis candidatos à Presidência da República.
Sem declarar apoio a nenhum nome específico neste momento, Zema afirmou acreditar que as forças de centro-direita estarão unidas em um eventual segundo turno, tanto nas disputas estaduais quanto na corrida presidencial.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



